
Os amigos e amigas pecuaristas que nos dão a honra e o prestígio de ter a sua audiência têm perfeita sabedência da situação atual do comércio internacional de carne bovina, que é de grande carestia de mercadoria, por conta da redução no tamanho dos rebanhos em quase todos os principais fornecedores deste mercado no mundo inteiro, né. Também não é novidade que, por causa do ótimo preço e da excelente qualidade do nosso produto, as exportações brasileiras têm registrado seguidamente os melhores resultados da história, tanto no volume embarcado quanto no dinheiro arrecadado. Pois o caso agora é que, por este e por outros motivos, a demanda também tá crescendo espantosamente no caso do nosso gado vivo, pra terminação e abate em vários países que, por questões religiosas ou de estrutura, preferem importar os animais em vez da carne.
Repare então o amigo fazendeiro que, também neste terreiro, este janeiro de 2026 apresentou o melhor resultado de todos os tempos e de todos os meses desde que o primeiro lote de garrotes foi embarcado aqui num porto brasileiro e despachado lá pro estrangeiro. Conforme a Secex, que é a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, no mês passado foram despachados lá pra fora um total de 170,4 mil cabeças de gado, com um aumento absolutamente surpreendente de 107,4%, em relação ao período correspondente do 2025. Já o faturamento dos exportadores chegou a US$ 208,7 milhões, o que representou um crescimento maior ainda, de nada menos que 158,2%, na mesma comparação.
Quem voltou a ocupar a ponteira na lista da nossa freguesia foi a Turquia, que comprou no mês passado uma gigantesca boiada de 67,3 mil cabeças, enquanto o Iraque, que ficou na segunda posição, arrematou 47,4 mil animais. Já os principais estados exportadores foram o Pará, que despachou 77,2 mil cabeças, e o Rio Grande do Sul, com 53,2 mil animais. E a previsão dos especialistas é de que as exportações vão continuar aumentando, especialmente porque este é um excelente negócio pro pecuarista brasileiro, que assim não fica dependente de um só comprador. E o preço é muito compensador, sendo que, no caso do Pará, o boi magro foi vendido no estrangeiro por um valor 15% acima do que tava sendo praticado aqui no mercado caseiro.
Fonte: Terraviva.