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Exportações melhoram cotação da carne no mercado interno

O aumento das exportações de carne bovina, que devem chegar a US$ 1,1 bilhão neste ano, a entressafra e a desvalorização do real frente ao dólar têm contribuído para melhorar as cotações do produto no mercado interno. Apenas em julho, houve um aumento de 12% nas vendas externas, totalizando US$ 91 milhões e 50 mil toneladas (+24,2%), segundo dados dos Indicadores Pecuários, divulgados ontem (23) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea-USP).

No acumulado dos últimos 12 meses, de setembro de 2001 a agosto de 2002, as vendas externas de carne bovina atingiram US$ 1,055 bilhão, um aumento de 23,9%, e 551,4 mil toneladas (+38,8%), em relação ao período de setembro de 2000 a agosto de 2001. De janeiro a agosto deste ano, o setor exportou US$ 664,7 milhões, resultado 9,2% superior ao registrado em igual período do ano passado. Em volume, o País embarcou 17,2% a mais que em 2001, chegando a 540,12 mil toneladas, embora os preços médios em dólar tenham caído 16,7%. Em agosto, houve uma queda de 18,5% em valor, para US$ 85,9 milhões, e 11% em volume, para 48,1 mil toneladas.

Os preços médios em dólar tiveram uma queda de 16,7% de janeiro a agosto deste ano, segundo cálculos da assessoria técnica da CNA. Já de agosto do ano passado a agosto deste ano houve uma queda de 18,5% nos preços internacionais do produto. “Apesar do preço ter caído em dólar, a desvalorização do real garantiu a renda do exportador”, afirmou o presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira.

Com o crescimento de economia próximo de 2% este ano, a demanda interna por bovinos pode aumentar em 170 mil unidades de 17 arrobas, segundo ele. Em agosto, o ritmo da alta dos preços do boi gordo durou até a metade do mês. No acumulado do mês, houve uma alta de 8,65%, segundo o indicador a prazo. “Ainda assim, os frigoríficos têm pago, em dólar, preços mais baixos que os registrados em 2001 e 2000”, garante.

Dados dos Indicadores Pecuários informam que houve um acréscimo de custo entre R$ 3,50 e R$ 4 por cabeça em razão das exigências de rastreabilidade. O impasse na divisão dos custos de certificação e a entrada em vigor das novas regras podem, de fato, prejudicar as exportações que, em 2001, totalizaram US$ 1,026 bilhão.

Fonte: Departamento de Comunicação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e O Popular/GO, adaptado por Equipe BeefPoint

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