Vacinação contra a brucelose atinge 60% das fêmeas no MS
12 de maio de 2004
EUA terá sistema de identificação animal ainda este ano
12 de maio de 2004

Falta de animais no Sisbov reduz abate na indústria do RS

A indústria exportadora de carne do Rio Grande do Sul está com dificuldade de obter gado para abate. O diretor-presidente do Frigorífico Mercosul, Mauro Pilz, confirma redução de metade da capacidade de abate do frigorífico nas últimas duas semanas devido à falta de adesão à rastreabilidade bovina determinada pelo Sistema de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov).

“Além de não acreditarem no processo, a falta de estrutura das empresas quanto ao fornecimento de brinco originou o problema com a demanda dos produtores na última hora”, revela. O Mercosul está abatendo menos de mil cabeças por dia.

Para o diretor executivo do Sindicato da Indústria da Carne do RS (Sicadergs), Zilmar Moussalle, as indústrias exportadoras têm dificuldades para conseguir animais certificados devido à falta de informação do produtor para a exigência do mercado. “Não há conscientização. As indústrias pagam R$ 60 por cabeça certificada com perfil exportador”, observa, para um custo por brinco “de cerca de R$ 4”.

Moussalle anuncia ainda, segundo números das certificadoras, que “são menos de 5% os animais certificados no RS para um rebanho de 14 milhões”. Nesse número, diz, também estão recém-nascidos e terneiros não disponíveis.

Para o presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembléia Legislativa, Jerônimo Goergen, há uma desestruturação no setor que não vê confiança devido a fatores como abigeato. “O maior problema é a clandestinidade, 60% do abate é clandestino no RS”. Ele defende a criação de uma agência, ligada à SAA, que trabalhe no setor animal e vegetal, projeto que será apresentado ao governo como defendido na CPI das Carnes em 2003.

Fonte: Correio do Povo/RS, adaptado por Equipe BeefPoint

Comments are closed.