Argentina permite importação de carne uruguaia
30 de agosto de 2001
Mercosul aposta em marca de área livre da vaca louca
31 de agosto de 2001

Fesa aprova garantias do ministério que possibilitam iniciar abate comercial acompanhado

O Conselho de Administração do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fesa) aprovou ontem as garantias dadas esta semana pelo Governo Federal para implementação imediata do abate comercial acompanhado dos animais-contato nas propriedades que tiveram focos de febre aftosa no Rio Grande do Sul. A reunião ocorreu ontem à tarde, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), durante a Expointer. Além dos membros do Conselho do Fesa, participaram da reunião representantes de todos os municípios atingidos pela febre aftosa.

A partir de hoje, será dado prosseguimento às avaliações dos exemplares nos seis municípios atingidos pela doença (Dom Pedrito, Alegrete, Santana do Livramento, Rio Grande, Quaraí e Jari). Nesta quarta-feira, foram avaliados 76 animais de uma propriedade de Dom Pedrito. De acordo com o cronograma apresentado pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado (SAA), o trabalho será efetuado por 40 médicos veterinários, 80 auxiliares rurais e 40 auxiliares administrativos, os quais vão utilizar 40 veículos. A expectativa da SAA é que o abate comercial acompanhado comece no início da próxima semana. Terminado o abate, estima-se 30 dias para a conclusão da sorologia na área infectada (raio de três quilômetros a partir dos focos). A sorologia na área de vigilância (sete quilômetros a partir dos focos) ainda depende de definição por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que deverá dizer como será feito o cálculo de amostragem.

O diretor do Departamento de Produção Animal (DPA) da SAA, Celso dos Anjos, lembra que a intenção do Estado é agilizar ao máximo a conclusão do processo, ao mesmo tempo em que busca minimizar as perdas sofridas pelos produtores. Ele ressalta que o Governo do Estado vem discutindo permanentemente com os produtores e com as demais entidades envolvidas para que as medidas contemplem a todos os casos. Exemplo disso, segundo Celso dos Anjos, foi a reunião desta tarde, que foi ampliada para a participação dos municípios atingidos.

O Conselho do Fesa também aprovou as medidas compensatórias para indenização dos produtores que tiveram prejuízos com a doença. Entre elas, está a mudança no método de avaliação dos animais que serão abatidos. A nova metodologia prevê a manutenção do ciclo produtivo dos exemplares, para que haja o mínimo de perdas em função do tempo decorrido entre a avaliação e o abate. Também foi aprovada a renovação do convênio entre o Executivo gaúcho e os sindicatos da indústria, que possibilitará agilizar o pagamento da diferença que cabe ao Estado entre o valor dos animais e o valor pago pelos frigoríficos.

Outras medidas compensatórias propostas pelo Estado e aprovadas na reunião de hoje tratam da disponibilização de uma linha de crédito, via Banrisul, de R$ 3,5 milhões, para os frigoríficos que vão efetuar o abate, ação que servirá para agilizar o pagamento aos proprietários, e o pagamento mensal do valor equivalente a dois quilos de boi por hectare, durante o período em que as propriedades ficarem interditadas. O diretor do DPA também frisou que o Governo do Estado e o Mapa continuarão negociando outras medidas para compensar as perdas dos produtores e demais questões que surjam no decorrer do processo. A SAA também está gestionando junto ao Mapa para que os laboratórios que farão as análises sorológicas fixem prazos para a realização e divulgação dos resultados dos exames.

Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul, adaptado por Equipe BeefPoint

Comments are closed.