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Imea: abate de bovino em MT bate recorde no 1ºtri/26; VBP pecuário deve crescer 6,87%

Os abates de bovinos em Mato Grosso atingiram recorde para o primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em informações do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea). No período, 1,83 milhão de cabeças foram abatidas, alta de 6,70% em relação a igual intervalo de 2025.

O desempenho foi puxado principalmente pelo maior envio de machos aos frigoríficos, que também registraram recorde para o período, somando 899,29 mil cabeças – avanço de 15,66% na comparação anual. Já os abates de fêmeas totalizaram 935,25 mil cabeças, com leve recuo de 0,70%.

A composição dos abates mostra mudança relevante: a participação de vacas caiu de 54,78% no primeiro trimestre de 2025 para 50,98% em 2026, enquanto a de machos subiu de 45,22% para 49,02%. Mesmo com o volume recorde, o movimento indica uma transição no ciclo pecuário, com sinais de maior retenção de fêmeas ao longo do ano.

No campo econômico, o Imea também projetou crescimento para o Valor Bruto de Produção (VBP) da bovinocultura de corte em 2026 em Mato Grosso. Apesar de o VBP total da agropecuária do Estado estar estimado em R$ 208,35 bilhões – queda de 2,18% frente a 2025, pressionado pela menor produção agrícola -, a pecuária deve seguir na contramão.

A expectativa é de valorização da arroba do boi gordo, sustentada pelo ciclo pecuário, com retenção de fêmeas e demanda firme por animais terminados. Mesmo com os abates ainda aquecidos, a tendência ao longo de 2026 é de ajuste gradual da oferta, diante de um mercado demandante.

Nesse cenário, a bovinocultura de corte deve responder por 20,21% do VBP estadual, alcançando R$ 42,10 bilhões, o que representa alta de 6,87% na comparação anual. Segundo o Imea, o principal vetor de crescimento do setor em 2026 tende a ser o preço, mais do que o volume, reforçando a mudança de fase no ciclo pecuário.

Fonte: Estadão.

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