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Importância prática dos organogramas

Qualquer programa, ou ferramenta administrativa, desenvolvida para empresas, tem a melhoria dos resultados como principal objetivo.

Para a agropecuária diversos empresários têm inovado, buscando trabalhar com planejamento estratégico, gestão de custos, gestão pela qualidade total e gerenciamento de processos na rotina operacional da atividade.

Evidentemente, qualquer esforço administrativo se traduz em resultados se os pressupostos forem atendidos.

Em pesquisa realizada pela Bain & Company no universo de 500 empresas da área urbana, publicada na revista HSM Management em 2002, constatou-se que para 90% dos empresários, o sucesso de qualquer programa administrativo é dependente das lideranças da organização. Em outras palavras, o programa só será eficaz se o bom exemplo vier de cima para baixo.

Outra constatação: cerca de 60% das empresas relataram experiências negativas com a implantação de programas. A grande maioria dos empresários diagnosticou as causas como sendo realmente a falta de empenho dos líderes e da alta gerência da empresa.

Apesar de estar usando o exemplo de programas gerenciais e administrativos, o raciocínio serve também para inovações técnicas no sistema de produção.

Empresas rurais, mesmo sem uma organização administrativa formal, acabam inovando e experimentando novas técnicas. E quantas não colhem maus resultados com técnicas que muitas vezes deram certo em outras empresas?

É a mesma situação; e na grande maioria dos casos o diagnóstico das causas também. Portanto, uma maneira de antever possíveis problemas é formalizar a estrutura organizacional da empresa.

Observe, na figura 1, um exemplo prático e simples de uma estrutura organizacional para empresas rurais.


Quanto maior for a empresa, em número de funcionários, mais detalhada será a estrutura organizacional. No exemplo da figura 1, a diretoria é geralmente composta pelos proprietários da empresa. Em alguns casos, um funcionário de alto escalão em organizações maiores também pode compor o quadro diretor. Para identificar a diretoria é simples. É nesse nível que os envolvidos tomam as principais decisões dentro da empresa.

A gerência é composta pelos administradores, gerentes, capatazes, enfim, os chefes que receberão instruções mais elaboradas e planejarão a atividade ao longo da semana ou do dia. Normalmente são pessoas de confiança e que conhecem bem a atividade principal da empresa.

As equipes, ou times, podem ser divididas de diversas maneiras, depedendo da empresa: mecanização, serviços gerais, vaqueiros, ordenha, produção animal, etc. Em empresas com poucos funcionários, o conceito é o mesmo, porém com menor número de envolvidos.

Os líderes, os quais estão colocados na figura 1, existem em todas as empresas, mesmo que tenham apenas 3 ou 4 funcionários. Eles podem estar em cargos formalizados, como encarregados e chefes de setor, por exemplo, ou simplesmente exercem liderança sobre os demais.

Para reconhecê-los, no caso de não ocuparem cargos, só mesmo prestando atenção na equipe de funcionários e observando qual, ou quais, são aqueles que todos escutam, respeitam, admiram e seguem. A liderança flui para quem tem experiência, conhecimento e moral. Não é necessário ser chefe para ser um líder.

Todo empresário sabe da importância de convencer a gerência da necessidade de inovação, porém, geralmente negligencia-se a figura do líder. Este, mais do que ninguém, deve ser convencido dos benefícios de qualquer mudança na empresa. Caso contrário, as chances de insucesso serão grandes.

Por isso, estabelecer organogramas e planejar a forma de trabalho e convencimento dos benefícios tecnológicos dentro da empresa tendem a garantir o sucesso das inovações tecnológicas e administrativas.

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