Brasil alcança maior exportação de carne bovina da história ao vender para mais de 170 países
12 de janeiro de 2026

Índice de preços dos alimentos da FAO cai no fim de 2025, mas média anual supera 2024

Apesar de quedas mensais consecutivas ao longo do segundo semestre de 2025, o Índice de Preços dos Alimentos da FAO (FAO Food Price Index – FFPI) encerrou o ano com média anual superior à de 2024, refletindo um cenário ainda marcado por incertezas nos mercados globais de alimentos.

Em dezembro de 2025, o FFPI registrou 124,3 pontos, uma queda de 0,8 ponto (0,6%) em relação a novembro. A retração foi puxada principalmente pela redução nos preços de lácteos, carnes e óleos vegetais, que mais do que compensou os aumentos observados nos grupos de cereais e açúcar.

Na comparação anual, o índice ficou 3,0 pontos (2,3%) abaixo de dezembro de 2024 e 35,9 pontos (22,4%) abaixo do pico histórico registrado em março de 2022, quando os preços globais de alimentos atingiram níveis recordes.

Apesar do recuo no final do ano, a média do FFPI em 2025 foi de 127,2 pontos, o que representa um aumento de 5,2 pontos (4,3%) em relação à média de 2024, indicando que os preços permaneceram, em média, mais elevados ao longo do ano.

Preços da carne recuam em dezembro, mas fecham 2025 em alta

O Índice de Preços da Carne da FAO atingiu 123,6 pontos em dezembro, queda de 1,7 ponto (1,3%) em relação a novembro. Ainda assim, o indicador permaneceu 4,1 pontos (3,4%) acima do nível observado no mesmo mês do ano anterior.

A redução mensal ocorreu em todas as categorias de carne, com destaque para as quedas mais acentuadas nos preços de carne bovina e de aves.

No caso da carne bovina, a FAO aponta que os preços internacionais recuaram em função de cotações mais fracas na Austrália, onde condições sazonais mais secas estimularam a liquidação de rebanhos. Esse movimento aumentou a oferta de animais para abate, exercendo pressão negativa sobre os preços.

Os preços da carne de aves também apresentaram queda no mercado internacional, reflexo de oferta abundante para exportação, que superou a demanda global por importações. Já os preços da carne ovina recuaram levemente, em meio ao aumento sazonal da oferta, mesmo com a demanda internacional permanecendo firme. A carne suína registrou leve retração, puxada principalmente por cotações mais fracas na União Europeia, em um contexto de demanda global moderada.

Média anual da carne sobe, com destaque para bovinos e ovinos

No acumulado de 2025, o Índice de Preços da Carne da FAO apresentou média de 123,2 pontos, um avanço de 6,0 pontos (5,1%) em relação a 2024. Segundo a FAO, o movimento foi sustentado por demanda internacional consistente, além de um ambiente de maior incerteza nos mercados, associado a surtos de doenças animais e tensões geopolíticas.

Os preços mundiais das carnes bovina e ovina registraram aumentos expressivos na comparação anual, impulsionados por forte demanda de importação e limitações na oferta exportável. Em contrapartida, os preços da carne suína recuaram ao longo do ano, pressionados pela menor demanda global, enquanto a carne de aves apresentou leve queda, influenciada pela ampla disponibilidade de produto no mercado internacional.

Fonte: FAO, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *