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Irlanda teme importações de carne bovina do Mercosul

O presidente da Associação de Produtores Rurais da Irlanda (IFA, sigla em inglês), John Bryan, pediu ao Primeiro Ministro, Brian Cowen, para intervir junto à Comissão Europeia para defender o setor de carne bovina irlandês contra a ameaça real das maiores importações de carne bovina do Brasil e de outros países da América do Sul devido a um acordo bilateral com o Mercosul.

O presidente da Associação de Produtores Rurais da Irlanda (IFA, sigla em inglês), John Bryan, pediu ao Primeiro Ministro, Brian Cowen, para intervir junto à Comissão Europeia para defender o setor de carne bovina irlandês contra a ameaça real das maiores importações de carne bovina do Brasil e de outros países da América do Sul devido a um acordo bilateral com o Mercosul.

Bryan disse que está muito preocupado com as mudanças feitas pela Comissão Europeia para reabrir as discussões com o Brasil e outros países sul-americanos com o objetivo de chegar a um acordo bilateral sobre agricultura com o Mercosul.

“Qualquer tentativa de aumentar as importações de carne bovina do Brasil e da América do Sul teria consequências devastadoras para nosso setor pecuário. O Primeiro Ministro precisa insistir que esse assunto não progrida e informar nos termos mais fortes à Comissão Europeia sobre os danos que um aumento nas importações teria no potencial de crescimento futuro do setor de alimentos agrícolas e na recuperação econômica da Irlanda”.

Ao negociar maiores importações de carne bovina do Brasil, Bryan disse que a Comissão Europeia está falhando com sua responsabilidade de evitar mais destruição de florestas, que é um dos grandes contribuintes das emissões de gases de efeito estufa.

Bryan disse que a última ação do presidente da Comissão, José Manuel Barroso, visando aumentar as importações de carne bovina do Brasil, onde a produção não cumpre com os padrões europeus, mostra que a Comissão Europeia está falhando em sua responsabilidade de proteger os consumidores europeus e está indo contra os produtores europeus.

Ele disse que os produtores europeus e irlandeses operam sob os mais altos padrões internacionais de segurança alimentar, identificação animal e rastreabilidade com controles rígidos de medicamentos animais e doenças. Bryan disse também que os consumidores europeus acreditam que toda a carne bovina vendida na Europa cumpre com esses padrões e têm o direito de esperar que não haja duplos padrões na política de importação da Comissão.

Ele disse também que os consumidores europeus esperam que a UE não aceite importações de carne do Brasil, que são produzidas a um custo real em termos de mudança climática envolvendo ampla destruição de florestas nas regiões do Pantanal e da Amazônia. Além disso, ele disse que o Brasil também tenta encobrir consequências sociais severas da exploração de mão-de-obra associada com deslocamento de pessoas nativas da floresta por pecuaristas.

A reportagem é do TheBeefSite.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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