Depois de arrendar cinco unidades de bovinos em Mato Grosso no início do mês, o JBS anunciou nesta terça-feira demissões de 742 funcionários em três plantas situadas no Estado de São Paulo, em um "movimento contínuo de melhorias da eficiência da empresa", afirmou o frigorífico. De acordo com o JBS, as demissões não estão relacionas à queda nas exportações brasileiras de carne bovina no primeiro semestre.
Depois de arrendar cinco unidades de bovinos em Mato Grosso no início do mês, o JBS anunciou nesta terça-feira demissões de 742 funcionários em três plantas situadas no Estado de São Paulo, em um “movimento contínuo de melhorias da eficiência da empresa”, afirmou o frigorífico. O Grupo demitiu 276 funcionários em Barretos, 208 em Presidente Epitácio e 258 em Andradina, cidades do interior paulista.
De acordo com o JBS, as demissões não estão relacionas à queda nas exportações brasileiras de carne bovina no primeiro semestre. “Trata-se de um movimento de melhorias no fluxo de trabalho, na produtividade”, explicou a assessoria de imprensa do JBS.
Apesar de não ser o motivo apontado pelo frigorífico, as demissões que a JBSconfirmou ontem em unidades de abate de bovinos no Estado de São Paulo podem sinalizar que a estratégia da empresa é priorizar regiões com mais disponibilidade de gado bovino, como o Mato Grosso, acreditam analistas do setor.
“A JBS está em constante expansão no Brasil. No dia 6 de julho, por exemplo, comunicamos a incorporação de cinco unidades de abate e desossa que vão ampliar a nossa capacidade de abate em 5.150 animais/dia”, ressaltou a assessoria.
De acordo com a empresa, o arrendamento das cinco unidades em Mato Grosso, elevou a capacidade de abate da companhia acima de 26 mil animais/dia no Brasil, ao mesmo tempo em que representa a criação de mais de 3 mil postos de trabalho.
Duas das unidades arrendadas pertenciam ao frigorífico Quatro Marcos, e as outras três incorporadas pelo JBS tinham sido arrendadas pelo Quatro Marcos, que sofreu com a crise financeira internacional e a escassez de crédito. “Com o crescimento do rebanho brasileiro e com a melhora do comércio internacional, a companhia continuará a crescer neste mercado, atingindo as metas traçadas na época da abertura de capital em 2007”, declarou a companhia, reiterando “compromisso de comprar animais somente de propriedades que sustentam o meio ambiente e que cumprem com as leis vigentes no país”.
As informações são do Estado Online e do jornal Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.