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Lojas podem substituir leilões de gado

As convencionais formas de comercialização de touros reprodutores, leilões e vendas na fazenda, podem perder espaço para uma nova modalidade de negociação. As chamadas “lojas de touros” estão ganhando cada vez mais a confiança dos clientes e aliviando os bolsos dos executivos de empresas que comercializam animais. Enquanto o custo médio de um leilão fica entre 6% e 12% do faturamento do evento, no caso das lojas os valores caem para 3% e 4% das vendas totais, estimam as empresas.

A redução dos custos se deve à eliminação das leiloeiras da operação. Num leilão, de cada animal vendido, 8% do valor fica com a leiloeira. Nas lojas a negociação é feita diretamente com o comprador. “Para quem comercializa animais em grande escala, organizar uma semana exclusiva de vendas pode ser um canal a ser estudado”, afirmou o diretor da Agropecuária CFM, Fábio Dias, que este mês fará vendas em quatro “lojas”, em quatro diferentes propriedades e ao mesmo tempo.

Diferentemente dos leilões, onde são dados lances pelos animais, durante os cinco dias de venda, a empresa vai fixar um preço para cada um dos 800 animais ofertados. “O cliente poderá comprar em uma das quatro fazendas ou pela televisão”, observou Dias.

A venda nas lojas teve origem nos Estados Unidos, segundo o proprietário da Chalet Agropecuária e franqueado da Leachman Cattle Company no Brasil, Luis Eduardo Batalha. Ele afirmou que a empresa americana vende 50% de seus touros sem o comprador ver o animal. “Essa estratégia é válida apenas para quem vende e compra grandes volumes”, disse.

Seguindo a mesma tendência, a Gap Genética, do Rio Grande do Sul, também já aposta nas vendas direcionadas. Em maio deste ano a empresa realizou um dia de campo com a venda de animais. “Era um preço fixo. Esses touros, no entanto, são produzidos para atender aos criadores comerciais, que usam o animal como insumo para produzir carne”, afirmou o diretor da empresa, João Paulo Schineider.

Apesar de ter custos inferiores aos tradicionais leilões, a nova modalidade de venda de reprodutores não preocupa as leiloeiras. “As lojas vendem animais que possuem genética inferior aos animais vendidos em leilões”, argumentou o diretor da Central Leilões, Lourenço Campos.

Fonte: Valor On Line, adaptado por Equipe BeefPoint

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