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Lula pode interferir na questão do embargo russo

O embargo russo à carne suína gaúcha, a concorrência dos vinhos argentinos com os brasileiros e as dificuldades dos setores arrozeiro e de trigo do Rio Grande do Sul, em conseqüência da importação de produtos uruguaios e argentinos, foram temas de conversa na última sexta-feira (28), no Palácio Piratini, entre o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto e o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo.

Rigotto já havia recebido do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, pela manhã, em Bento Gonçalves, pouco antes de inaugurar a 12ª Fenavinho, a informação de que o Itamaraty enviou ao governo russo uma carta solicitando o fim imediato da retaliação, já que não existem razões técnicas para isso. Segundo Rodrigues, se dentro de dez dias a Rússia não voltar atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrará na discussão.

Rebelo garantiu que voltará a tratar do embargo com o presidente Lula hoje, quando o presidente retorna do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A tomada de providência pelo governo federal vinha sendo defendida por Rigotto desde o início da suspensão de importações pela Rússia, em setembro do ano passado.

O governador argumenta que não é possível admitir o tratamento dado ao Rio Grande do Sul, definido como zona livre de febre aftosa com vacinação, enquanto Santa Catarina, livre da doença sem vacinação, tem a carne aceita no mercado russo.

Quanto à concorrência de produtos estrangeiros com os nacionais, o governador defendeu a fixação de cotas para importações do Mercosul ou que se estabeleçam compensações aos produtores, para que tenham melhores condições de enfrentar a competição. “O Rebelo, como responsável pela articulação política, pode nos ajudar dentro do governo”, disse Rigotto.

O ministro, que esteve em Porto Alegre para participar do Fórum Social Mundial, afirmou ser um amigo do Rio Grande do Sul. “Todas as questões colocadas pelo governador são pertinentes e relevantes. Dizem respeito aos interesses do povo, dos trabalhadores e dos produtores do Rio Grande do Sul e, portanto, aos interesses do próprio país. São assuntos que podemos tratar separadamente, com cada ministério, ou diretamente com o presidente da República, que tem mostrado preocupação em contribuir para que eles sejam resolvidos, dentro das possibilidades do governo federal”, disse.

Rebelo também acompanha o que vem sendo feito para atender à reivindicação dos governadores de compensação pelas perdas com a desoneração na exportação de produtos primários e semimanufaturados.

Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe BeefPoint

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