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Mato Grosso atrai indústrias de carnes

Empresas de bovinos, suínos e aves vão investir R$ 150 milhões em novas unidades no estado de Mato Grosso. Com grãos em abundância, o Mato Grosso começa a atrair abatedouros de aves, suínos e bovinos. Estão sendo investidos atualmente R$ 150 milhões, entre o centro e o noroeste do estado.

A maior parte desse volume será aplicada no município de Lucas do Rio Verde e Ipiranga do Norte: cerca de US$ 20 milhões (R$ 60 milhões) na construção de um frigorífico e de granjas. O complexo aviário pretende ser um dos maiores do País, produzindo parte considerável dos frangos para exportação.

O milho disponível na região – 512 mil toneladas – é responsável também pelo investimento na criação de suínos. Em Nova Mutum, foi inaugurada, no final de julho, a Granja Ideal Porc, considerada a maior do estado, capaz de produzir 150 mil porcos por ano – cerca de 30% para reprodução e o restante, para abate.

A próxima unidade a ser inaugurada no estado é a do frigorífico Quatro Marcos, que abre as portas no próximo sábado, em Juara, abatendo 1,5 mil bovinos diariamente. Será a principal unidade da empresa no estado, que tem outras quatro, totalizando 5 mil abates por dia. José Luiz Vianna, diretor-técnico diz que a escolha pelo município se deve à disponibilidade de gado na região e aos incentivos da prefeitura. Considerado o frigorífico mais moderno do Quatro Marcos, o de Juara posteriormente deve entrar no circuito de exportação – cerca de 60% dos abates da empresa são destinados a esse fim. Vianna informa que a prosperidade do estado e a tendência de crescimento do agronegócio justificam os investimentos – que a Quatro Marcos não revela.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Frigorífico do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo), Luís Antônio Freitas Martins, a região tem recebido mais investimento para a ampliação das unidades do que a construção de novas. De acordo com Martins, o estado possui 28 plantas, que estão com a capacidade 25% superior à demanda interna, atingindo 4,8 milhões de cabeças ao ano.

Fonte: Gazeta Mercantil (porNeila Baldi), adaptado por Equipe BeefPoint

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