Leilão da Fazenda Mariópolis vende 58 bovinos adaptados por R$ 163.440,00
30 de outubro de 2006
Manejo da irrigação de pastagens
1 de novembro de 2006

Mercado da carne bovina no atacado – 30/10/06

Os preços no atacado permanecem sob pressão pelo aumento da oferta de carne com osso, e as cotações já recuaram para R$ 4,50 x R$ 2,80 x R$ 2,20 (traseiro x dianteiro na venda casada x PA) no atacado paulista. O equivalente a uma arroba de carne com osso é negociada a R$ 53,07 no atacado (eq. físico), queda de 6,65% na semana.

Os preços no atacado permanecem sob pressão pelo aumento da oferta de carne com osso, e as cotações já recuaram para R$ 4,50 x R$ 2,80 x R$ 2,20 (traseiro x dianteiro na venda casada x PA) no atacado paulista. O nível de oferta é, entretanto, inferior à semana passada, quando um excedente de mercadoria foi gerado.

O recuo no atacado é bastante significativo, acumulando em uma semana – 4,26% na cotação do traseiro com osso, – 9,68% no dianteiro e – 12,00% na PA. No dia 16/10, foi registrado o maior patamar de preços no atacado durante o ano, quando as cotações atingiram R$ 5,00 no traseiro, R$ 3,20 no dianteiro e R$ 2,60 na PA.

Logo após as cotações chegarem a esses valores, antes considerados pouco prováveis, o recuo foi significativo e ocorreu em um curto período de tempo (gráfico 1), como resposta à elevação das ofertas. Vale lembrar que a alta das cotações somente foi possível devido à redução da oferta de carne dirigida ao mercado interno, em parte pela escassez de animais terminados para o abate, em parte pelo desempenho das exportações dando vazão ao excedente. Portanto, o movimento não pode ser explicado pelo consumo, que veio fraco durante o ano.

Gráfico 1. Evolução das cotações da carne com osso no atacado paulista


O equivalente a uma arroba de carne com osso é negociada a R$ 53,07 no atacado (eq. físico), queda de 6,65% na semana. O acompanhamento da diferença entre o indicador disponível do boi gordo Esalq/BM&F (geralmente mais alto) e do equivalente físico no atacado, hoje em R$ 5,81/@, indica que esse spread Esalq – eq.físico está relativamente elevado se comparado a uma prazo mais curto.

Essa diferença chegou próxima de R$ 3,00 há duas semanas. Considerando um período desde o início do segundo semestre deste ano, a maior incidência dessa diferença foi entre R$ 4 e R$ 5 (cerca 30% do período). Se o spread voltar para este intervalo, considerando que o equivalente físico permaneça estável, o Esalq/BM&F trabalharia entre R$ 57 e R$ 58. Isso não significa que a diferença não possa ser maior, principalmente se considerarmos uma série mais longa, onde a média do spread é próxima de R$ 6/@.

De qualquer forma, é importante que o atacado dê sustentação para que ocorra uma reversão da tendência de baixa verificada no mercado físico do boi gordo nas últimas 2 semanas. Em duas semanas, o indicador Esalq/BM&F registrou recuo de 6,12% e o equivalente físico do boi no atacado recuou 10,95%.

Gráfico 2. Evolução do indicador Esalq/BM&F x equivalente físico do boi no atacado


A semana mais curta e a virada de mês tendem a favorecer uma possível valorização das cotações, devido a melhora cíclica do poder aquisitivo e do possível aquecimento do mercado, com os distribuidores se posicionando para o feriado. Ainda assim, a semana se iniciou calma, e a demanda no varejo não tem sido suficiente para atenuar o efeito do aumento das ofertas no preço.

Os preços na carne desossada refletiram situação semelhante no atacado, com alguns cortes registrando baixa significativa. No traseiro, o contra-filé acumulou baixa de 16,11% na semana, negociado entre R$ 6,20 e R$ 6,30. No dianteiro, o acém teve queda de 7,87%, negociado a R$ 4,10. Essa queda ocorre, muitas vezes, quando a carne com osso registra uma queda mais significativa que a desossada, levando muitos frigoríficos a optarem pela desossa. O resultado é o aumento da oferta.

Tabela 1. Cotações no atacado

Os comentários estão encerrados.