
Mesmo com o início das medidas de salvaguarda adotadas pela China e que passaram a impor cotas e tarifas adicionais ao Brasil e a outros grandes fornecedores globais de carne bovina, as exportações brasileiras de proteína ao País asiático avançaram 31,53% em janeiro frente ao mesmo período do ano passado.
Com isso, os embarques somaram 119,93 mil toneladas, segundo levantamento da consultoria Agrifatto, com base em dados do Ministério de Comércio Exterior divulgados na quinta-feira, 05. De acordo com a consultoria, o desempenho reforça a relevância estratégica do mercado chinês para o setor pecuário brasileiro, mesmo em um ambiente de maior restrição comercial.
Olhando o recorte de faturamento, o avanço foi ainda maior. No período, as exportações de carne bovina in natura para a China atingiram US$ 650,1 milhões, resultando em US$ 202,1 milhões. O montante representa um incremento de 44,8% na receita em relação a janeiro de 2025. Com esse resultado, a China respondeu por 50,3% da receita total obtida pelo Brasil com as exportações de carne bovina in natura em janeiro, mantendo-se isoladamente como o principal destino do produto brasileiro.
O mês também foi marcado por um recorde histórico nas exportações totais de carne bovina. O Brasil embarcou 231 mil toneladas, volume 28,45% superior ao registrado em janeiro de 2025. Apesar de uma queda semanal de 16,05% ao longo do período, o desempenho ainda superou em 29,29% o observado no mesmo intervalo do ano passado.
Já os preços permaneceram estáveis, com a tonelada negociada, em média, a US$ 5,57 mil. A receita total acumulada no mês alcançou US$ 1,29 bilhão, representando um crescimento de 42,5% na comparação anual.
Fonte: Estadão.