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Minc cobra ação contra carne oriunda de área desmatada

O ex-ministro do Meio Ambiente, Caros Minc, cobrou, durante a COP-16, Conferência do Clima, em Cancún, no México, que a associação brasileira de supermercados cumpra o "protocolo carne legal", assinado em dezembro do ano passado. O acordo prevê a retirada das gôndolas dos supermercados carnes provenientes de fazendas que invadem e desmatam a Amazônia para criar pastagens. "O protocolo indicava que, em um ano, iríamos tirar da prateleira a carne de origem ilegal. Esse prazo já venceu, mas os produtores de carne estão pedindo um adiamento. Estão querendo postergar mais um ano alegando uma série de dificuldades", critica o ex-ministro, sustentando que a pecuária é a maior causa de desmatamento na região.

O ex-ministro do Meio Ambiente, Caros Minc, cobrou, durante a COP-16, Conferência do Clima, em Cancún, no México, que a associação brasileira de supermercados cumpra o “protocolo carne legal”, assinado em dezembro do ano passado. O acordo prevê a retirada das gôndolas dos supermercados carnes provenientes de fazendas que invadem e desmatam a Amazônia para criar pastagens.

“O protocolo indicava que, em um ano, iríamos tirar da prateleira a carne de origem ilegal. Esse prazo já venceu, mas os produtores de carne estão pedindo um adiamento. Estão querendo postergar mais um ano alegando uma série de dificuldades”, critica o ex-ministro, sustentando que a pecuária é a maior causa de desmatamento na região.

A medida prevê a certificação da carne bovina para identificar a origem e atestar que ela não vem de uma fazenda ilegal, que desmata a Amazônia. Minc lembra que a análise é em toda a cadeia, desde a fazenda de engorda até o frigorífico. “Um produtor pequeno ainda não ter condições de ser certificado não é motivo para não aplicarmos a medida para todas as outras, bem maiores”.

Além do combate pesado na venda do produto, Minc, enquanto ministro, também fortaleceu a coordenação de exército e aeronautica para fiscalizar a região e fez leilões dos bois e madeiras ilegais apreendidos.

“Diminuir o desmatamento foi uma combinação de duas linhas. Primeiro pancada e leilões para pegar no bolso, para mostrar que o crime ambiental não compensa. Mas ao mesmo tempo é preciso dar alternativas para se fazer a coisa certa. Exemplos disso são o Fundo Amazônia, o preço mínimo para produtos extrativistas, o pacto da soja legal, e a operação arco verde”, explica.

Ele ainda destaca que a agricultura brasileira dobrou de produção aumentando 6% a área plantada nos últimos 15 anos. “Aumentamos a intensidade da agricultura, não sua extensão”.

A meta do governo é reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020. O processo está acelerado, os números atuais correspondem aos previstos para 2015. O ex-ministro ainda argumentou que o desmatamento caiu praticamente pela metade nos últimos dois anos, graças à “porrada no boi pirata”.

A matéria é de Alexandre Alves, publicada no portal Olhar Direto, reusmida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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