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Ministro insiste no aumento da cota Hilton

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, ratificou na sexta-feira (31) ao comissário de comércio exterior da União Européia (UE), Pascal Lamy, o pedido brasileiro para aumentar a cota Hilton, autorizando o País a ampliar de cinco mil para 20 mil toneladas o volume de carne bovina sem osso exportada anualmente para aquele bloco econômico.

Durante o encontro, também ficou acertado que o Brasil apresentará suas prioridades nas negociações agrícolas bilaterais com a UE, a fim de que ambas as partes possam estabelecer um acordo comercial.

“Nossa prioridade é fazer com que as carnes em geral, o açúcar, frutas, fumo e outros produtos processados, como café e hortaliças, tenham mais acesso à União Européia”, disse Rodrigues. Segundo ele, o Brasil deve enviar suas propostas específicas à UE ainda na primeira quinzena de fevereiro. “Queremos apresentá-las durante a mini-rodada ministerial de Tóquio, nos dias 14, 15 e 16 deste mês”. Lamy pediu o documento para poder negociar com o bloco econômico e, ao mesmo tempo, divulgá-las junto à opinião pública européia.

Durante a audiência, Rodrigues explicou a Lamy que a proposta da UE para estabelecer acordo com o Brasil é muito tímida. “Queremos a eliminação dos subsídios. Eles acenam com redução, mas não dizem em quanto nem quando começará a ser implantada”.

O ministro afirmou ainda que o Brasil quer encaminhar as negociações para redução de subsídios agrícolas e apoios internos de acordo com as normas previstas na “fórmula suíça”. Entre elas, está a chamada “caixa verde”, que prevê um conjunto de medidas de apoios internos, autorizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC), desde que não distorçam o mercado. Isso significa que os países podem conceder incentivos financeiros a determinados produtos, desde que não haja excedente para exportação.

Ele também enfatizou que a política das nações ricas de impor barreiras ao comércio agrícola acaba contribuindo para a exclusão social nos países pobres. Para o ministro, o aumento da pobreza representa uma ameaça a dois dos maiores bens da humanidade: a democracia e a paz.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), adaptado por Equipe BeefPoint

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