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Moody’s reavalia rating de frigoríficos

As agências de classificação de risco estão a cada dia reavaliando o potencial das empresas do setor de carnes, por considerar que a alta dos custos de produção e a queda da demanda internacional poderão comprometer os seus resultados. Compressão de margens e redução na disponibilidade de crédito nos mercados bancário e de capitais também estariam impondo dificuldades para as empresas do setor, o que as estaria obrigando rever suas estratégias financeiras, de investimento e de crescimento.

As agências de classificação de risco estão a cada dia reavaliando o potencial das empresas do setor de carnes, por considerar que a alta dos custos de produção e a queda da demanda internacional poderão comprometer os seus resultados. Compressão de margens e redução na disponibilidade de crédito nos mercados bancário e de capitais também estariam impondo dificuldades para as empresas do setor, o que as estaria obrigando rever suas estratégias financeiras, de investimento e de crescimento.

Ontem, a agência de classificação de risco Moody’s informou que decidiu alterar para “Ba3” a nota da Bracol Holding Ltda., empresa que integra o grupo Bertin, do setor de processamento de carnes. Essa alteração significa que a agência revisou o status da empresa de negativa para estável. A Moody’s explicou em comunicado distribuído ontem que houve uma pequena mudança no cenário do mercado mundial, que contribuiu para melhorar as condições operacionais desse frigorífico.

Segundo a Moody’s, o desempenho da Vigor também foi colocado em observação pela agência de classificação de risco tendo em vista um possível “upgrade” da empresa. O Grupo Bertin está concluindo o processo de consolidação da Vigor, que foi adquirida recentemente pelo, o que deve contribuir para melhorar o perfil da empresa de laticínios e suas condições operacionais.

Em outubro último, o rating do Grupo Bertin, havia feito o movimento inverso por força da análise de outra agência de classificação de risco, a Standart & Poor’s. Naquela ocasião, a posição da empresa, que não tem ações cotadas em bolsa, era estável e foi reposicionada para negativa. A revisão reflete o ambiente operacional desafiador para as indústrias de carnes brasileiras, segundo declarou a Standart & Poor’s na ocasião.

A matéria foi publicada na Gazeta Mercantil, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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