Com o rebanho de 29 milhões de cabeças de gado, Mato Grosso deve iniciar em breve a integração das informações sanitárias e de transporte do rebanho à Plataforma de Gestão da Agropecuária (PGA). De acordo com o presidente do Indea, Jurandir Ribas, o sistema operacional eletrônico do órgão já está passando por modificações para poder ser interligado à PGA.
Com o rebanho de 29 milhões de cabeças de gado, Mato Grosso deve iniciar em breve a integração das informações sanitárias e de transporte do rebanho à Plataforma de Gestão da Agropecuária (PGA). Na terça-feira (16.10), a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) se reuniu com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar de Mato Grosso (Sedraf), do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e com o secretário da Casa Civil, José Lacerda, para discutir sobre o assunto.
De acordo com o presidente do Indea, Jurandir Ribas, o sistema operacional eletrônico do órgão já está passando por modificações para poder ser interligado à PGA. A operacionalização está sendo feita pelo Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat) em parceria com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).
Criada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela CNA, a PGA é um banco nacional de dados desenvolvido para integrar as informações de todos os órgãos de defesa sanitária dos estados brasileiros, como o Indea de Mato Grosso. “A plataforma vai permitir maior controle sobre a movimentação dos rebanhos, com uma base de dados únicos, evitando a duplicidade de informações”, informa o coordenador executivo da Comissão de Sanidade da CNA, Décio Coutinho.
O diretor de Relações Institucionais da Famato, Rogério Romanini, destaca que nessa plataforma estarão as informações de todas as propriedades rurais do Brasil – similar ao que existe em cada estado – contendo número de rebanho, faixa etária e sexo dos animais, comunicação de vacinação, entre outras informações que serão interligadas da central com os estados. “Isso significa, por exemplo, que no ato de uma propriedade vender os animais em Mato Grosso com destino ao estado de Minas Gerais, essas informações estarão interligadas entre os órgãos de defesa desses dois estados. Hoje, isso não acontece”, explica.
A PGA possibilitará também a utilização ou a implantação do cartão do produtor. Será mais uma ferramenta que permitirá ao produtor acessar ao banco de dados nacional de sua própria casa e efetuar, por exemplo, a emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA), pagamento de taxas e emissão de nota fiscal. Segundo Romanini, para operacionalizar o cartão do produtor o banco de dados precisa estar integrado. E isso acontecerá depois que a PGA estiver em funcionamento, juntamente com a integração das secretarias de fazenda de cada estado e institutos de defesa sanitária.
Fonte: Famato, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.