Novo IPA conta com maior participação do agronegócio

A partir de janeiro de 2008, o Índice de Preços por Atacado (IPA), termômetro da inflação do setor produtivo apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) será alterado de forma a acompanhar a mudança do perfil de produção da economia brasileira. O IPA é o indicador que responde pela maior parte (60%) da inflação medida pelo Índice Geral de Preços (IGP). O IGP é o indicador usado pelo mercado financeiro e também para indexar vários tipos de contratos.

A partir de janeiro de 2008, o Índice de Preços por Atacado (IPA), termômetro da inflação do setor produtivo apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) será alterado de forma a acompanhar a mudança do perfil de produção da economia brasileira. O IPA é o indicador que responde pela maior parte (60%) da inflação medida pelo Índice Geral de Preços (IGP). O IGP é o indicador usado pelo mercado financeiro e também para indexar vários tipos de contratos.

A maior participação do agronegócio e da indústria extrativa em relação à indústria de transformação vai fazer com que o peso dos produtos agropecuários no IPA aumente de 25,32% para 27,89%. Isso fará com que o novo indicador seja mais sensível às oscilações de preço da soja do que as do petróleo, afirmou o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.

Entretanto, a importância do agronegócio aparece não só na soja. Seis de dez produtos com maior ganho de peso e maior participação no novo indicador são do agronegócio: cana-de-açúcar, aves, bovinos, milho, açúcar cristal e a soja.

A estrutura atual do IPA foi construída com dados de 1985, quando a economia era fechada, e a última revisão ocorreu há dez anos. A nova estrutura se baseia na Pesquisa Industrial Anual (PIA), na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) e na Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), realizadas entre 2003 e 2005 pelo IBGE, na revisão do PIB feita em 2006.

As informações são do jornal Estado de São Paulo.

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