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Paulo Westin Lemos comenta vendas diretas do JBS

Não tenho bola de cristal para dizer se vai dar certo ou não. Penso que quem vai determinar isso é o mercado, pelo custo/beneficio oferecido. Não tive ainda oportunidade de ver e muito menos conhecer o serviço e o produto oferecido, mas obviamente todos os aspectos envolvidos no projeto foram cuidadosamente analisados, seus prós e contras por profissionais da área. Uma coisa é certa: a idéia não é nova, mas sim a iniciativa de remodelá-la com ares de modernidade.

O leitor do BeefPoint Paulo Westin Lemos (Produção de gado de corte), de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, enviou um comentário ao artigo “Vans da JBS: você já viu?“. Abaixo leia a carta na íntegra.

“Não tenho bola de cristal para dizer se vai dar certo ou não.

Penso que quem vai determinar isso é o mercado, pelo custo/beneficio oferecido. Não tive ainda oportunidade de ver e muito menos conhecer o serviço e o produto oferecido, mas obviamente todos os aspectos envolvidos no projeto foram cuidadosamente analisados, seus prós e contras por profissionais da área. Uma coisa é certa: a idéia não é nova, mas sim a iniciativa de remodelá-la com ares de modernidade.

Para nós produtores, interessa principalmente se este sistema de comercialização, diminuindo o número de intermediários, trará algum benefício no preço pago ao produtor ou o JBS embolsará todo o lucro. A resposta parece óbvia, mas existe uma remota possibilidade de os frigoríficos já se preocuparem em providenciar margens para melhorar o preço pago ao produtor, não por serem bonzinhos, mas porque precisarão de matéria prima em quantidade e qualidade para se sustentar e crescer.

O consumidor não está disposto a pagar mais, o que fica claro na queda de consumo quando o preço sobe e o produtor encontra-se em fase de desestímulo para produção, trabalhando no vermelho e com tendência de queda na oferta de animais.

Penso que entre prós e contras, o saldo da iniciativa é positivo porque inovações em qualquer elo da cadeia produtiva induzirão a aperfeiçoamentos nos demais elos.

Nada impede que o mesmo sistema seja utilizado e aperfeiçoado por outros frigoríficos e açougues. Nossa cadeia produtiva é muito carente de idéias e iniciativas criativas e portanto vamos trabalhar no sentido de aperfeiçoar os demais elos para que o crescimento seja equilibrado.

Está aí um exemplo da Bolsa da Carne que é um passo importante para a segurança no sistema de comercialização do boi gordo. Não só o mercado, mas o mundo é dinâmico e não nos surpreendamos se constantemente formos incomodados por inovações, crises, novas regras e problemas de várias naturezas.

Tranquilidade e lucro fácil não existe em lugar nenhum.”

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