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Pecuaristas argentinos planejam novo boicote

O governo Néstor Kirchner voltou a ser ameaçado pelos pecuaristas argentinos com um boicote de dez dias em protesto contra a intervenção oficial no mercado. Se até amanhã ele não responder às reivindicações do setor, as lideranças ruralistas prometem que as porteiras das fazendas ficarão trancadas e o país correrá o risco de ficar sem carne.

O governo Néstor Kirchner voltou a ser ameaçado pelos pecuaristas argentinos com um boicote de dez dias em protesto contra a intervenção oficial no mercado. Se até amanhã ele não responder às reivindicações do setor, as lideranças ruralistas prometem que as porteiras das fazendas ficarão trancadas e o país correrá o risco de ficar sem carne.

Os preços da carne vêm subindo nas últimas semanas a uma média de 25%. Alguns cortes já registraram aumentos de até 50%. No país onde o consumo per capita do produto é de 60 quilos por ano, o nível mais alto do mundo, o preço tornou-se uma dor de cabeça para governo, produtores e consumidores.

A restrição às exportações fez os pecuaristas abandonarem o mercado de Liniers e passarem a negociar seus animais em um mercado paralelo. Inclusive porque o secretário do Interior, Guillermo Moreno, fixou novos preços para a comercialização que não são aceitos. O quilo do novilho, por exemplo, está tabelado em 2,50 pesos (aproximadamente US$ 0,80).

Segundo reportagem do Estadão/Agronegócios, na terça-feira as Confederações Rurais Argentinas (CRA) e a Federação Agrária (FAA) vão realizar assembléias para votar o novo boicote. Em dezembro houve um boicote de oito dias.

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