Argentina perde força na carne: abate cai e exportações ficam sob risco
19 de março de 2026

Pelo segundo ano seguido, abate de bovinos é o maior da série histórica

Foram abatidas, em 2025, 42,94 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária, com aumento de 8,2% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todos os trimestres do ano, houve avanço em relação ao mesmo trimestre de 2024.

Esse resultado dá sequência à tendência de crescimento verificada desde 2022. É o maior número obtido no histórico da pesquisa, superando o registrado em 2024, até então o recorde da série.

Em 2025, o abate de fêmeas apresentou alta pelo quarto ano consecutivo, com um incremento de 18,2% em comparação ao ano passado.

O abate de 3,25 milhões de cabeças de bovinos a mais, no comparativo 2025/2024, foi causado por avanços em 26 das 27 unidades da federação. Dentre as unidades com 1% ou mais de participação na produção nacional, os acréscimos mais expressivos foram em São Paulo (+629,22 mil cabeças), no Pará (+472,77 mil cabeças), em Rondônia (+364,43 mil toneladas), em Goiás (+244,87 mil cabeças), no Mato Grosso (+199,21 mil de cabeças) e no Mato Grosso do Sul (+175,09 mil cabeças).

 Mato Grosso continuou liderando o ranking das UFs do abate de bovinos em 2025, com 17,1% da participação nacional, seguido por São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%)

No 4º trimestre de 2025, foram abatidas 11,04 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Houve alta de 14% frente o 4º trimestre de 2024 e queda de 2,7% em relação ao 3º trimestre de 2025.

Aquisição de couro em 2025 foi a maior já registrada no Brasil

Em 2025, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro declararam ter recebido 44,03 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Essa quantidade, recorde na série histórica, foi 9,8% maior que a registrada em 2024. O maior crescimento ocorreu no mês de abril (+32,4%).

Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro são os que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano.

O aumento de 3,95 milhões de peças inteiras de couro no Brasil foi influenciada pelo incremento do recebimento de peles bovinas em nove das 17 unidades da federação participantes da pesquisa. Dentre as UFs com mais de 5,0% de participação nacional, os avanços mais significativos ocorreram em: Goiás (+1,48 milhão de peças), Rio Grande do Sul (586,02 mil peças) e Rondônia (+300,03 mil peças). Paraná, porém, apresentou redução de 45,15 mil peças.

No ranking das UFs, Goiás manteve a liderança da recepção de peles pelos curtumes em 2025, com 19,4% de participação nacional, seguido por Mato Grosso (15,6%) e Mato Grosso do Sul (11,7%).

No quarto trimestre de 2025, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro declararam ter recebido 11,13 milhões de peças inteiras. Isso representa um aumento de 11,8% em relação ao adquirido no 4° trimestre de 2024 e um decréscimo de 2,4% frente o 3° trimestre de 2025.

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Agropecuárias – Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, Pesquisa Trimestral do Leite, Pesquisa Trimestral do Couro e Pesquisa da Produção de Ovos de Galinha.
Nota: Os dados relativos ao ano de 2025 são preliminares.

Fonte: IBGE.

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