

Em setembro, o McDonald’s dos Estados Unidos anunciou o maior investimento já realizado pela empresa em agricultura regenerativa: o lançamento da iniciativa Grassland Resilience and Conservation. Trata-se de uma parceria público-privada com a National Fish and Wildlife Foundation (NFWF), o Serviço de Conservação de Recursos Naturais do USDA (NRCS) e importantes fornecedores da rede no país.
O programa prevê investimentos superiores a US$ 200 milhões ao longo de sete anos para promover e acelerar práticas de pastejo regenerativo, restauração de habitats, conservação de água e vida silvestre em fazendas de gado que somam 4 milhões de acres, distribuídos por até 38 estados norte-americanos.
Segundo Audrey Leduc, diretora de sustentabilidade do McDonald’s nos Estados Unidos, os recursos naturais necessários para sustentar o sistema alimentar estão sob forte pressão, e tornar a cadeia de suprimentos mais resiliente é, antes de tudo, uma decisão de negócios Why Did McDonald’s USA Invest $….
A relevância do movimento é proporcional ao tamanho da operação. A rede conta com 13 mil restaurantes nos EUA e atende anualmente 90% dos norte-americanos. No último ano, o McDonald’s vendeu 671 milhões de libras de carne bovina no país.
Ao falar sobre cadeia resiliente, Leduc destaca dois pontos fundamentais: identificar onde estão as vulnerabilidades e entender onde estão os maiores impactos.
A iniciativa foi estruturada para fortalecer a resiliência da cadeia de suprimentos nos Estados Unidos e oferecer aos pecuaristas ferramentas para:
Jeff Trandahl, diretor executivo da NFWF, ressalta que a conservação das pastagens gera benefícios amplos. Quando o gado é manejado de forma a otimizar valores ecológicos e econômicos, o solo retém mais água, produz mais forragem e sustenta maior biodiversidade. Segundo ele, práticas de_toggle conservacionistas adotadas voluntariamente podem aumentar a produtividade das áreas, melhorar a rentabilidade das fazendas e fortalecer as comunidades rurais.
O McDonald’s reconhece que a transição para sistemas regenerativos costuma impor custos ao produtor. Por isso, a empresa decidiu participar diretamente com financiamento estruturado por meio da iniciativa.
Os pecuaristas participantes poderão contar com:
Além do McDonald’s, fornecedores como Cargill, Golden State Foods, Lopez Foods, OSI e The Coca-Cola Company também aportarão recursos ao fundo administrado pela NFWF.
Para a companhia, trata-se de uma forma concreta de proteger sua cadeia de suprimentos de carne bovina, trabalhando em conjunto com os produtores.
A NFWF ficará responsável por administrar e aplicar os recursos destinados à conservação. A organização atuará em parceria com entidades de conservação em diferentes regiões para identificar projetos de grande escala com maior potencial de impacto tanto para a fauna quanto para a produtividade das áreas pecuárias.
Serão concedidos financiamentos por meio de editais competitivos a organizações que apoiem pecuaristas na adoção de práticas de conservação e agricultura regenerativa. A primeira rodada de concessão de recursos deve ter seus resultados anunciados em fevereiro de 2026.
Cesar Piña, vice-presidente sênior e chefe da cadeia de suprimentos do McDonald’s na América do Norte, afirma que, ao atender mais de 90% dos americanos todos os anos, a empresa reconhece sua responsabilidade em ajudar a proteger o sistema alimentar no longo prazo. Segundo ele, a iniciativa demonstra como parcerias entre os setores público e privado podem conciliar produção de alimentos e conservação dos recursos naturais.
Apesar da crescente discussão global sobre substitutos da carne, a estratégia do McDonald’s nos Estados Unidos não passa por proteínas alternativas. De acordo com Audrey Leduc, a empresa não está perseguindo essa linha como eixo de sua política de sustentabilidade. O foco declarado é fortalecer uma cadeia de carne bovina resiliente dentro do próprio país.
Fonte: Drovers, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.