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Pouca oferta impulsiona alta na arroba do boi gordo

No mercado físico ocorreram altas nas cotações em 5 estados. Em São Paulo a arroba já é negociada a R$ 60,00. O indicador Esalq/BM&F boi gordo à vista foi cotado a R$ 58,73/@, alta de R$ 0,45. No mercado futuro, junho/07 teve alta de R$ 0,15, fechando a R$ 58,65/@. Os vencimentos para julho/07 fecharam estáveis a R$ 60,90/@, com 773 contratos negociados e 4.573 contratos em aberto. Outubro/07 fechou a R$ 64,76/@, alta de R$ 0,14 com 1.364 contratos negociados e 19.432 contratos em abertos.

O indicador Esalq/BM&F boi gordo à vista foi cotado a R$ 58,73/@, alta de R$ 0,45. No mercado futuro, junho/07 teve alta de R$ 0,15, fechando a R$ 58,65/@. Os vencimentos para julho/07 fecharam estáveis a R$ 60,90/@, com 773 contratos negociados e 4.573 contratos em aberto. Outubro/07 fechou a R$ 64,76/@, alta de R$ 0,14 com 1.364 contratos negociados e 19.432 contratos em abertos.

Segundo o broker de mercado, Rodrigo Brolo, “o mercado futuro segue consolidando seu movimento de alta nas cotações. Com o mercado físico subindo dia após dia a tendência é de um cenário firme para a Bolsa nos próximo dias, ainda que a alta seja de forma mais comedida, por conta dos preços já estarem precificando uma forte alta no físico”.

Tabela 1. Fechamento do mercado futuro em 26/06/2007


Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&F boi gordo à vista x contrato futuro para junho/07


No mercado físico ocorreram altas nas cotações em 5 estados. Em São Paulo a arroba já é negociada a R$ 60,00 (Andradina, Araçatuba, Presidente Prudente, Presidente Venceslau e São José do Rio Preto), de acordo com o IEA (Instituto de Economia Agrícola). Alta de R$2,00 em Campo Grande/MS (R$ 55,00/@), Juína/MT (R$ 49,00/@) e Ponta Grossa/PR (R$ 56,00/@). Em Três Lagoas/MS (R$ 56,00/@), Alta Floresta/MT (R$ 51,00/@), Araputanga/MT (R$ 54,00/@), Mozarlândia/GO (R$ 56,00/@) e Londrina/PR (R$ 56,00/@), o acréscimo nas cotações foi de R$ 1,00.

Tabela 2. Resumo das cotações do mercado físico do boi gordo em 26/06/2007


Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.

No atacado da carne bovina, alta de R$ 0,10 nas cotações do traseiro (R$ 4,50), enquanto a ponta de agulha e o dianteiro permaneceram estáveis a R$ 2,50 e 2,80, respectivamente. O valor do equivalente físico subiu para R$ 53,66/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&F boi gordo à vista x equivalente físico


Na reposição, o indicador Esalq/BM&F bezerro MS à vista foi cotado a R$ 428,73/cabeça, alta de R$ 0,07, provocando aumento na relação de troca para 1:2,26.

André Camargo, Equipe BeefPoint

0 Comments

  1. Julio M. Tatsch disse:

    Esta alta começou pelo RS. Hoje o preço do boi gordo no RS só não é mais alto pelo grande volume de carne maturada e desossada que os frigoríficos e grandes varejistas estão trazendo do Brasil central. Portanto o RS está ajudando a consumir a carne dos demais estados.

    A matança “forçada” de fêmeas foi um fato generalizado no Brasil e não um caso isolado do RS.

    Pergunta: Quando a oferta se reduzir a nível de Brasil, vamos trazer carne de onde?

    Resposta: o preço do boi gordo terá que subir, pela velha lei da oferta e da procura.

    Cansamos de avisar os donos de frigoríficos sobre o resultado de obrigarnos a vender abaixo do preço de custo, mas estes estavam ocupados demais contando o dinheiro, da transferência do patrimônio dos pecuarista para eles. Ou alguém acha que o crescimento dos frigoríficos se deu por pura eficiência econômica e administrativa.

    Julio Tatsch – Agropecuarista no RS