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Preço do boi gordo inicia abril batendo recordes

Apesar das incertezas externas, a pecuária brasileira seguiu firme em março, destaca o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No Estado de São Paulo, a arroba do boi gordo se valorizou, e o indicador do boi gordo Cepea/Esalq teve média mensal de R$ 350,18.

Neste início de abril, a tendência de valorização segue. O indicador Cepea/Esalq registrou, nesta quarta-feira (1/4), a cotação de R$ 358,90 a arroba, maior valor nominal da série histórica. As chuvas favoreceram as pastagens, permitindo retenção do gado e reduzindo a oferta, o que manteve os preços em alta, com valorização regional de até 5% no acumulado do mês.

Nas regiões pecuárias, após as altas registradas na segunda e terça-feira, o mercado apresentou mais estabilidade nesta quarta-feira, informa a Scot Consultoria. A oferta enxuta e as escalas curtas sustentaram as cotações, apesar do escoamento mais lento da carne no mercado interno, típico do período.

Segundo a Scot, com a semana mais curta e uma ponta vendedora firme no que pedia, quem precisava formar escalas não tinha alternativa senão pagar o que era pedido, aqueles mais confortáveis, negociaram com mais cautela em busca de oportunidades.

Das 33 regiões monitoradas pela Scot, 26 não tiveram alterações nos preços de referência do boi gordo nesta quarta-feira. Apenas sete tiveram altas: Campo Grande (MS), Três Lagoas (MS), norte de Mato Grosso, Alagoas, sudeste de Rondônia e norte do Tocantins. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 355 a arroba para o pagamento a prazo. As demais categorias (“boi China”, vaca e novilha) também não tiveram alterações.

Reposição

No segmento da reposição, o mercado também seguiu se valorizando, sustentado pela baixa oferta de animais. No caso do bezerro (animal nelore, de 8 a 12 meses), o indicador Cepea/Esalq (baseado no Mato Grosso do Sul) teve média de R$ 3.264,50 a cabeça em março, aumento de 3,35% sobre a de fevereiro. Em Campo Grande (MS), Dourados (MS), Pantanal (MS), Cuiabá (MT), Colíder (MT) e Rondonópolis (MT), as médias registraram forte aumento de 4,5% frente às de fevereiro.

As altas continuam no início de abril. Nesta quarta-feira, o indicador Cepea/Esalq do bezerro registrou o preço médio de R$ 3.298,07 a cabeça.

Segundo o Cepea, o que chama a atenção é a queda no peso médio do bezerro, já que os animais estão cada vez mais leves e valorizados. Em março, por exemplo, o peso médio esteve em 201,19 quilos.

Mercado de carne

A consultoria Agrifatto destaca que o mercado de carne bovina vem apresentando movimentos distintos entre varejo e atacado. No varejo, as vendas seguem fracas devido à restrição de poder de compra, com expectativa de recuperação gradual a partir deste feriadão e maior consistência na próxima semana, com o pagamento de salários.

No atacado, a oferta está reduzida pela valorização da arroba, foco em exportações para a China e paralisação dos abates na Sexta-feira Santa, o que sustenta as cotações e pode levar a altas moderadas.

Fonte: Globo Rural.

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