

O Índice de Preços de Alimentos da FAO (FFPI) atingiu média de 128,5 pontos em março de 2026, alta de 3,0 pontos (2,4%) em relação ao nível revisado de fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de aumento.
Os índices de preços de todos os grupos de commodities — cereais, carne, lácteos, óleos vegetais e açúcar — subiram em diferentes intensidades, refletindo não apenas os fundamentos de mercado, mas também os impactos do aumento nos preços da energia, associados à escalada do conflito no Oriente Próximo.
Na comparação anual, o FFPI ficou 1,2 ponto (1,0%) acima do registrado há um ano, mas ainda permanece 31,7 pontos (19,8%) abaixo do pico observado em março de 2022.
O Índice de Preços da Carne da FAO atingiu média de 127,7 pontos em março, alta de 1,2 ponto (1,0%) em relação a fevereiro e 9,4 pontos (8,0%) acima do nível de um ano atrás.
O aumento foi impulsionado principalmente pela alta nos preços da carne suína, acompanhada por uma elevação moderada nas cotações da carne bovina, enquanto os preços das carnes ovina e de frango recuaram.
Os preços da carne suína dispararam, sustentados por aumentos nas cotações da União Europeia diante do fortalecimento da demanda sazonal.
Os preços globais da carne bovina também subiram, com destaque para o Brasil, onde a menor oferta de gado reduziu a disponibilidade para exportação em um cenário de demanda internacional firme. Esse movimento foi parcialmente compensado pela estabilidade dos preços na Austrália, sustentada por uma oferta abundante.
Por outro lado, os preços da carne ovina caíram devido ao aumento das exportações da Nova Zelândia. Ainda assim, preços mais firmes na Austrália — impulsionados pela demanda consistente em mercados-chave — ajudaram a limitar a queda, apesar das tarifas mais altas impostas pelos Estados Unidos e de restrições logísticas que afetaram o acesso aos mercados do Oriente Próximo.
Já os preços globais da carne de frango apresentaram leve recuo, refletindo cotações mais fracas no Brasil, em meio a uma oferta abundante e demanda de importação estável. Os embarques para destinos importantes no Oriente Próximo foram redirecionados pela rota do Mar Vermelho.
Fonte: FAO, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.