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Prejuízos da Sadia puxam queda em ações de frigoríficos

Após a Sadia comunciar uma perda financeira de R$ 760 milhões com instrumentos derivativos de dólar, na semana passada, o presidente da empresa, Gilberto Tomazoni, tentou tranqüilizar os funcionários da empresa. "Nossa empresa continua operando normalmente, portanto nossos sonhos não mudaram! O que muda são os caminhos para chegar lá!" Mesmo assim a preocupação não diminuiu.

Após a Sadia comunciar uma perda financeira de R$ 760 milhões com instrumentos derivativos de dólar, na semana passada, o presidente da empresa, Gilberto Tomazoni, tentou tranqüilizar os funcionários da empresa, Nossa empresa continua operando normalmente, portanto nossos sonhos não mudaram! O que muda são os caminhos para chegar lá!”

O clima era tenso, o comunicado enviado à CVM circulava e a área comercial, que comemorara o impulso que teriam as exportações com a valorização do dólar, percebeu logo que esse ganho seria mais do que anulado.

Mesmo assim a preocupação não diminuiu com o valor das ações caindo na BM&FBovespa, cada vez mais. À queda de 2% de quinta-feira, somou-se uma baixa de 35,5% na sexta. O valor de mercado da Sadia derreteu. Terminou a semana em R$ 4,561 bilhões, R$ 1,971 bilhão a menos que na véspera e ainda mais distante dos R$ 7,746 bilhões do fim do primeiro semestre, antes da turbulência financeira que afetou os papéis negociados na bolsa, inclusive dos demais frigoríficos.

Com exceção da JBS/Friboi, todos os frigoríficos que tem o capital aberto enviaram fatos relevantes para acalmar o mercado, e a eles uniram-se outras empresas do agronegócio, como Cosan e SLC. Todas garantiram que não estão alavancadas e que têm políticas financeiras consistentes, ainda assim o valor das ações recuou.

O diretor da Sadia, Welson Teixeira Júnior garantiu que o incidente não irá alterar as estratégias da empresa. “No entanto, certamente haverá uma revisão dos números, uma vez que com a perda da magnitude dos R$ 760 milhões não há como a empresa não reavaliar suas contas.”

Relatório divulgado pelo banco Credit Suisse a seus investidores, por exemplo, informou que Perdigão e Marfrig não estão expostas aos mesmos riscos cambiais que a Sadia. “Essas empresas estão prestes a fechar o balanço do terceiro trimestre e, por isso, têm de ser transparentes”, afirmou um dos analistas consultados pelo jornal Valor Econômico. Ele disse que a Sadia, ao contrário de Perdigão e Marfrig, sempre teve uma postura agressiva no mercado. “Isso já aconteceu com eles antes [perdas financeiras por conta de política de hedge], mas não com essa magnitude. Por isso, o mercado está dando um desconto grande à Sadia em relação à Perdigão.”

A matéria é de Mônica Scaramuzzo, Fernando Lopes e Ana Paula Ragazzi, publicada no jornal Valor Econômico, resumida e adptada pela Equipe BeefPoint.

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