Concurso Novilha do Futuro, tradição do Santa Gertrudis, chega aos 25 anos com australiano no julgamento
18 de março de 2009
CRV Lagoa realiza Convenção de Vendas 2009, em Ribeirão Preto (SP)
18 de março de 2009

Pressão continua e indicador recua para R$ 77,12/@

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 76,22/@, queda de R$ 0,21. O indicador a prazo teve desvalorização de R$ 0,15, sendo cotado a R$ 77,12/@. Apesar de notícias de aumento no volume exportado e crescimento das importações russas, o mercado seguem bastante pressionado e os preços recuaram em diversas praças.

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista foi cotado a R$ 76,22/@, queda de R$ 0,21. O indicador a prazo teve desvalorização de R$ 0,15, sendo cotado a R$ 77,12/@.

Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio

Na BM&FBovespa, o primeiro vencimento, março/09, fechou a R$ 75,49/@ com alta de R$ 0,19. Os contratos que vencem em maio/09 recuaram R$ 0,02, fechando a R$ 72,71/@, com 2.982 contratos negociados e 5.973 contratos em aberto. Outubro/09 fechou a R$ 78,65/@, com variação positiva de R$ 0,15.

Tabela 2. Fechamento do mercado futuro em 17/03/09

Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para março/09

Apesar de notícias de aumento no volume exportado e crescimento das importações russas o mercado seguem bastante pressionado e os preços recuaram em diversas praças. Diante do movimento considerado fraco no atacado e das escalas que seguem com aproximadamente uma semana, os compradores tentam forçar novos recuos no preço da arroba. Por outro lado, o pecuarista não concorda com as novas ofertas e tentam segurar ao máximo seus animais, porém a oferta desta safra tem sido suficiente para atender à demanda dos frigoríficos.

Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.

Na última segunda-feira, aconteceu uma reunião da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) e os núcleos de criadores, para discutir a crise na pecuária de corte em virtude de ação judicial por parte de frigoríficos. A venda à vista aos frigoríficos e a criação de uma cooperativa de abate foram os temas que mereceram maior atenção pela mudança que tende a causar no segmento.

O débito com os fornecedores, segundo Antenor Nogueira, presidente do Fórum Permanente de Pecuária de Corte da CNA, ascende a R$212 milhões, apenas por parte do Independência. Antenor atribui a crise atual aos investimentos pesados dos frigoríficos em sua ampliação num “momento de bonança em que as exportações andavam a todo vapor”. Grande parte desses recursos é oriundo de dinheiro público, entre eles do BNDES, Pis-Cofins, crédito fiscal nos Estados, como o ICMS.

No atacado da carne bovina, o traseiro foi cotado a R$ 6,10, o dianteiro a R$ 4,00 e a ponta de agulha a R$ 3,70. Com os três cortes primários a apresentando estabilidade nas cotações, o equivalente físico também permaneceu inalterado sendo calculado em R$ 74,54/@. O spread (diferença) entre indicador e equivalente recuou para R$ 1,69/@.

Gráfico 2. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x equivalente físico

Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro MS à vista foi cotado a R$ 631,42/cabeça, com desvalorização de R$ 0,51. A relação de troca recuou novamente, ficando em 1:1,99.

André Camargo, Equipe BeefPoint

Comments are closed.