ONU pede US$ 2,5 bilhões para alimentar os pobres
30 de abril de 2008
Preços firmes, indicador é cotado a R$ 78,50/@
30 de abril de 2008

Proibições às exportações devem ser extinguidas

As restrições às exportações de alimentos para garantir o mercado interno em mais de dez países preocupa a ONU. Na semana passada, o governo brasileiro decidiu proibir por tempo indeterminado os embarques de arroz do estoque público, temendo um desabastecimento interno.

As restrições às exportações de alimentos para garantir o mercado interno em mais de dez países preocupa a ONU. Na semana passada, o governo brasileiro decidiu proibir por tempo indeterminado os embarques de arroz do estoque público, temendo um desabastecimento interno.

No plano contra a crise anunciado ontem (29), a entidade apontou as barreiras à exportação como um dos motivos da escalada de preços e defendeu o fim delas. “Esses controles encorajam o armazenamento, elevam os preços e atingem as pessoas mais pobres do mundo, que lutam para se alimentar”, disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

E elogiou a Ucrânia, que deu “um bom exemplo” na semana passada, ao suspender as restrições à exportação de grãos. “Isso teve um efeito imediato na queda de preços e outros podem fazer o mesmo”, disse.

Na semana passada, o Japão, maior importador de alimentos do mundo, informou que pedirá a introdução de normas na OMC para regular as restrições às exportações, algo já adotado por países como Indonésia, Rússia, China e Vietnã. “É óbvio que esse tipo de medida diminui a oferta de produtos no mercado e leva ao aumento de preços”, disse o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Lennart Bäge.

As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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