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Propasto sem recursos em Goiás

Em Goiás, representantes de empresas e entidades parceiras no Programa de Recuperação de Pastagens (Propasto) se reuniram ontem (11) para discutir o futuro do projeto, praticamente paralisado devido à falta de recursos desde junho. O coordenador do programa, Helvécio Magalhães Ribeiro, disse na abertura do encontro que, em 2001, alguns dos maiores contribuintes deixaram de fazer seus repasses para o programa, o que o obrigou a suspender os recebimentos dos demais, desde julho, por reconhecer que não formariam caixa suficiente para tocar o cronograma.

Durante as discussões, uma das empresas parceiras alegou que está tendo dificuldades com sua auditoria interna para detalhar a aplicação dos recursos que destina ao Propasto e obteve da coordenação do projeto o compromisso de que receberá cópias dos balancetes mensais do programa. A reivindicação mais generalizada, entretanto, foi a de uma contrapartida em dinheiro do governo do Estado, que até agora vem contribuindo apenas com a cessão de espaço físico e de funcionários.

O secretário da Agricultura, José Mário Schreiner, se comprometeu a trabalhar pela liberação de pelo menos R$ 100 mil dos R$ 300 mil previstos para o Propasto no orçamento do Estado para este ano. Segundo ele, o governo fará o possível para viabilizar o Propasto, pois atribui grande importância ao programa como fator de desenvolvimento econômico e social no campo. Ele pediu aos demais parceiros, entretanto, que também contribuam com determinação para o êxito do Propasto, que representa uma perspectiva concreta de ganho para todos.

O gerente de fertilizantes da Copebrás, João Bosco Olivito Nonino, também reclamou uma contribuição financeira do Banco do Brasil para a manutenção do Propasto, já que, como agente financeiro da linha de crédito específica do programa, também é um beneficiário do mesmo. O representante do banco alegou dificuldades para esse tipo de colaboração, já que recebe inúmeros pedidos de patrocínio, mas adiantou que a instituição está aberta a analisar o pedido, se este lhe for feito formalmente.

Importância para o setor

De acordo com Magalhães, o Propasto é um programa de difusão de tecnologia, que tem dentre seus objetivos, informar e conscientizar o produtor sobre a importância econômica e ambiental da recuperação de pastagens. Ele explica que esse trabalho demanda recursos para a produção de material informativo, comunicação institucional, realização de seminários, palestras e capacitação de técnicos. Os custos operacionais, que já foram de R$ 26 mil, são hoje de R$ 15 mil.

Ao final da reunião todos concluíram pela necessidade da continuidade do Propasto e decidiram criar uma comissão para revitalizá-lo. Constituída por um representante da coordenação e um de cada segmento de parceiros, a comissão rediscutirá com cada contribuinte o montante da sua contribuição e a forma de pagamento. Alguns dos parceiros propuseram que a comissão se encarregue de discutir com a Secretaria da Agricultura a contribuição financeira do governo.

Entre novembro de 2000 e março de 2001, a ação do Propasto resultou na recuperação de 170 mil hectares de pastagens degradadas, dois terços dos quais bancados pelos produtores. Essa mesma proporção se repetiu no período 2001/2002, quando a área de pastagens recuperada alcançou os 400 mil hectares.

Fonte: O Popular/GO (por Edimilson de Souza Lima)

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