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Roraima ainda não está livre da febre aftosa

Técnicos da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento de Roraima (Seaab) informaram que o rebanho bovino do Estado, de aproximadamente 420 mil cabeças, ainda não está livre da febre aftosa. O foco da doença identificado em junho passado foi isolado e controlado com a vacinação imediata de todo o rebanho. No entanto, como medida de precaução, a Seaab, por meio do Departamento de Defesa Agropecuária (Dedag), está intensificando o controle da entrada de animais no Estado nos postos de fiscalização e informando aos produtores sobre a necessidade de vacinar o rebanho nos períodos determinados pelo Ministério da Agricultura. A partir de 2002, a vacinação não será mais promovida pela Seaab e ficará sob a responsabilidade de cada pecuarista. O Dedag vai fazer a fiscalização pelo acompanhamento de notas fiscais nos estabelecimentos de venda e visitas às propriedades.

A ênfase à vacinação é acentuada pelo fato de que, possivelmente, o foco de febre aftosa identificado no município de Caroebe, em junho, tenha sido causado pela diminuição na imunidade dos animais. O rastreamento realizado para identificar a causa do foco constatou que as vacinas mantidas na propriedade afetada estavam com prazo de validade vencido.

Em Roraima, a prevenção da doença é feita pela conscientização dos produtores sobre a importância da vacinação, orientação para que não adquiram animais de outros Estados que não estejam comprovadamente imunizados e intensificação da fiscalização sobre a entrada de animais no Estado, tanto pela BR-174 como por via fluvial no Rio Branco. Desde fevereiro, a Seaab instalou um posto de fiscalização fluvial no Rio Branco, na região de Santa Maria do Boi Açu, pertencente ao município de Rorainópolis. O objetivo é fiscalizar a entrada de gado por via fluvial durante o inverno, quando o rio é navegável.

Atualmente, o rebanho de Roraima é de aproximadamente 420 mil cabeças de gado, e a produção de carne se destina apenas ao consumo interno do Estado. Segundo dados da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipav), a produção média de carne no Matadouro Frigorífico e Industrial de Roraima (Mafir), em setembro, foi de 541 toneladas.

O rebanho roraimense ainda não é considerado livre da febre aftosa pelo Ministério da Agricultura. “No momento, não temos notícia de nenhum novo foco, mas, para erradicar a doença, é preciso outros trabalhos como cadastramento de todas as propriedades, criação de comitês municipais e desenvolvimento de uma lei de defesa sanitária animal”, afirmou o diretor do Dedag, Sérgio Melo. O cadastro das propriedades começou em agosto e está sendo concluído nos quatro municípios do sul do Estado, onde se concentra a maior parte dos produtores. De modo geral, não há aplicação sistemática de tecnologias, a criação é extensiva, mas os produtores se preocupam com o plantio de pastagens e administração de sais minerais e suplementos.

Fonte: Gazeta Mercatil (por Joubert Lima), adaptado por Equipe BeefPoint

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