Maior oferta no mercado interno pode baixar preço
16 de março de 2004
Sindicarne busca certificação por profissionais independentes
16 de março de 2004

Sicadergs entra com mandado de segurança para garantir inspeções

A greve iniciada ontem pelos fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também começa a causar transtornos no Rio Grande do Sul. Cento e quarenta caminhões com cinco toneladas de produtos estão parados nos postos de fiscalização estadual, com exceção do Porto de Rio Grande. O Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do RS (Sicadergs) entrou com processo na Justiça para garantir que o setor não seja prejudicado.

Os fiscais gaúchos, cuja adesão, segundo o presidente da associação da categoria no RS, Mário Lopes, é de quase 100%, decidiram manter a paralisação até amanhã, quando ocorrerá nova assembléia geral.

Segundo ele, a categoria manteve os serviços emergenciais de fiscalização animal e vegetal, como os realizados em frigoríficos e em pontos de fronteira no RS. “Só não estamos realizando a certificação. Não vai haver desabastecimento”.

De acordo com a Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários do Mapa (Afama), os profissionais decidiram manter a greve por tempo indeterminado, rejeitando o prazo para negociação sugerido pelo Mapa, de 15 dias.

Em nota divulgada ontem, o Sicadergs informa que ingressou com mandado de segurança na 4a Vara Federal Cível da Capital, pedindo garantias para que a inspeção dos abates e a comercialização de carnes não sejam prejudicadas. A ação foi impetrada conjuntamente pelos sindicatos das indústrias de Produtos Suínos, de Laticínios e Produtos Derivados, de Produtos Avícolas e da Alimentação do RS.

Conforme o documento, a interrupção do trabalho repercute em mais de 50 mil empregos diretos. O frigorífico Mercosul, com plantas em Bagé, Capão do Leão e Alegrete, onde ocorrem abates para exportação, poderá ter uma redução, a partir de hoje, de 25% em sua produção “perda próxima a um milhão de dólares por semana”, calcula o diretor da empresa, Mauro Pilz.

O delegado do Mapa no RS, Francisco Signor, afirma que a delegacia no estado acompanha a mobilização. “Queremos tentar minimizar os efeitos negativos, evitando maiores prejuízos”.

Fonte: Correio do Povo/RS, adaptado por Equipe BeefPoint

Comments are closed.