Sisbov: novos prazos serão divulgados pelo Mapa
25 de outubro de 2004
Produtores gaúchos sofrem com baixo preço do gado
25 de outubro de 2004

Sob nova direção, Fribai deixa de pagar dívidas antigas no MS

O Frigorífico Fribai, de Amambaí (MS), deixou uma dívida estimada em R$ 5 milhões e hoje os credores enfrentam problemas para conseguir renegociar os débitos, denunciou o presidente do Sindicato Rural local, Gilberto Dalpasqual.

Essa indústria foi vendida em agosto para o Frigorífico Margen, que não assumiu, porém, o passivo da antecessora. O gerente da unidade, André Muza, explicou que “desde 1o de agosto o frigorífico passou a ter novos sócios e a partir desta data todos os pagamentos estão rigorosamente em dia”. Os bens do Fribai estão indisponíveis pela Justiça.

No entanto, segundo Dalpasqual, “os pecuaristas estão sendo praticamente caloteados, já que o frigorífico sistematicamente os tem enrolado nas questões de pagamento que, na maioria das vezes, chegam a até 180 dias”. Aqueles que venderam o gado gordo em maio e junho receberam um cheque para 30 dias, devolvidos duas vezes por falta de fundos.

Os credores procuraram o Fribai, que emitiu outro cheque no mesmo valor, sem juros, para mais 30 dias, que também foi devolvido. Os pecuaristas retornaram ao frigorífico, segundo o presidente do Sindicato Rural, que propôs um acordo de pagamento em três vezes sem qualquer correção.

“Antevendo um prejuízo cada vez maior e sem alternativa melhor, os pecuaristas aceitaram o acordo. E, mais uma vez, foram ludibriados, pois ao começar o vencimento das parcelas, o Fribai sustou os cheques”, explicou Dalpasqual.

No final das negociações, o Fribai impôs como única opção ao pecuarista, a de receber uma vaca magra que vale de R$ 400 a R$ 500 no mercado, pelo valor de R$ 1 mil ou uma vaca parida por R$ 1.300, ou então o pagamento dentro de 18 meses, com a dívida corrigida pela poupança.

Muza confirmou, em entrevista à imprensa, que a direção do frigorífico tem feito propostas de um contrato para vencimento em um ano baseado em arrobas ou pelo valor de R$ 1 mil por cada vaca.

Fonte: Correio do Estado/MS (por Cícero Faria), adaptado por Equipe BeefPoint

Comments are closed.