

A gigante americana das carnes, Tyson Foods, anunciou o fechamento de uma unidade industrial no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, como parte de um movimento de reestruturação e redução de custos, anunciado em meio aos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, divulgados em fevereiro.
A planta que será fechada fica na cidade americana de Rome e havia sido adquirida pela Tyson em 2014. A unidade produzia barras de granola para a General Mills por meio de contrato. De acordo com a Tyson, mudanças recentes tornaram o funcionamento economicamente inviável.
As atividades vão até o dia 31 de maio, segundo comunicado oficial protocolado no dia 26 de março, no banco de dados da Lei WARN da Geórgia, segundo o site especializado americano FoodBev Media. Com a decisão, a empresa vai demitir 168 trabalhadores.
No início deste ano, a Tyson já havia fechado sua maior planta de carne bovina no estado de Nebraska, citando a necessidade de ajustar sua capacidade diante da escassez de gado nos EUA — situação que elevou os custos de processamento, além da ociosidade na fábrica.
Com o fechamento, a Tyson vai direcionar os negócios à frente de proteínas e alimentos preparados, que inclui as marcas como Jimmy Dean e Hillshire Farm. No primeiro trimestre, essa divisão registrou crescimento nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para o aumento do lucro operacional.
Em 2025, a companhia fechou uma unidade de bovinos em Lexington, no estado do Kentucky, que empregava cerca de 3.200 pessoas. Um ano antes, a Tyson encerrou uma unidade de suínos em Perry, no Iowa, que empregava 25% da população em idade ativa do município.
As decisões recentes são justificadas pelas quedas persistentes do segmento de carne bovina, diante de uma oferta limitada de gado e a consequente pressão de custos, com impactos claros nos resultados financeiros do grupo, como informou a própria empresa no último balanço financeiro publicado em fevereiro.
Em 2025, a divisão de proteína bovina registrou prejuízo operacional ajustado de US$ 426 milhões, piorando em relação aos US$ 291 milhões do ano anterior, apesar do aumento da receita para US$ 21,6 bilhões.
Ao mesmo tempo, a Tyson busca apoio em outras categorias para sustentar o crescimento, como o frango, segmento mais dinâmico no varejo e nos serviços de alimentação, ajudando a reequilibrar o portfólio da companhia, conforme informou o site de alimentos e bebidas Cibus Link.
Para o ano fiscal de 2026, a empresa revisou para baixo sua estimativa de perdas na divisão de bovinos, entre US$ 250 milhões e US$ 500 milhões.
No primeiro trimestre de 2026, a empresa reportou um lucro líquido para US$ 85 milhões, queda versus o total do mesmo período de 2025, de US$ 359 milhões, segundo balanço da companhia. O resultado operacional também encolheu: o lucro operacional foi de US$ 302 milhões, queda de 48% na mesma base de comparação.
Em termos de geração de caixa, o EBITDA somou US$ 591 milhões no trimestre, abaixo dos US$ 918 milhões registrados um ano antes. A receita, por sua vez, ficou em US$ 14,3 bilhões, alta de 5,1% na comparação anual. Apesar do crescimento no faturamento, a rentabilidade recuou de forma relevante, segundo o balanço divulgado aos investidores.
Fonte: CNN Brasil.