

A Tyson Foods iniciou o ano fiscal de 2026 sob forte pressão em seus resultados financeiros. No primeiro trimestre, encerrado em 27 de dezembro de 2025, a companhia registrou lucro líquido de US$ 90 milhões, queda de 75,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o resultado havia sido de US$ 366 milhões.
O desempenho foi impactado principalmente pela divisão de carne bovina, que ampliou de forma expressiva seus prejuízos. No trimestre, o segmento reportou perda operacional de US$ 319 milhões, mais de doze vezes superior ao prejuízo de US$ 26 milhões apurado um ano antes, refletindo um cenário de menor oferta de gado e custos elevados de produção.
Mesmo com a deterioração da rentabilidade na carne bovina, a receita líquida consolidada da Tyson avançou 5,1%, totalizando US$ 14,313 bilhões. O crescimento foi sustentado sobretudo pelo aumento dos preços médios, com destaque para a carne bovina, que teve valorização de 17,2% no período.
Em contrapartida, o volume total comercializado recuou 0,3%, movimento puxado pela queda de 7,3% nas vendas físicas de carne bovina. O desempenho reforça o ambiente desafiador enfrentado pelo setor, marcado por restrições de oferta e menor competitividade operacional.
Os demais segmentos da companhia apresentaram resultados mais equilibrados. A divisão de frango registrou lucro operacional de US$ 450 milhões, ligeiramente inferior ao do ano anterior. Em alimentos preparados, o lucro operacional avançou 8,4%, alcançando US$ 322 milhões, enquanto o segmento internacional manteve estabilidade, com resultado de US$ 41 milhões.
No consolidado, o lucro operacional ajustado da Tyson somou US$ 572 milhões no trimestre, recuo de 13,2% na comparação anual. Já o fluxo de caixa livre atingiu US$ 690 milhões, queda de 9,2% frente ao mesmo período de 2025.
Para o restante do exercício fiscal, a companhia projeta um cenário ainda desafiador para a carne bovina, com expectativa de prejuízo operacional ajustado entre US$ 250 milhões e US$ 500 milhões em 2026. Por outro lado, a Tyson prevê desempenho mais favorável nos segmentos de carne suína, frango e alimentos preparados, além de crescimento de 2% a 4% na receita total ao longo do ano.
Fonte: Feed&Food.