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Uruguai trabalhar para entrar na nova cota da UE

O diretor da Unidade de Assuntos Internacionais do Ministério de Agricultura, Pecuária Pesca do Uruguai, Mario Piacenza, disse que no encontro da VII Comissão Mista Uruguai-União Europeia (UE) se decidiu definir um âmbito de negociação para a troca de informações para que o Uruguai possa colocar na Europa carne bovina de qualidade superior.

O diretor da Unidade de Assuntos Internacionais do Ministério de Agricultura, Pecuária Pesca do Uruguai, Mario Piacenza, disse que no encontro da VII Comissão Mista Uruguai-União Europeia (UE) se decidiu definir um âmbito de negociação para a troca de informações para que o Uruguai possa colocar na Europa carne bovina de qualidade superior (de animais alimentados com grãos durante a terminação).

Trata-se de uma cota adicional de 20.000 toneladas para os primeiros três anos e 45.000 toneladas a partir do quarto ano que a UE abriu para a carne dos Estados Unidos, devido à disputa pela carne com hormônios, mas à qual outros países abastecedores podem ter acesso. Esse produto está livre de tarifas favorecendo os exportadores. Fora da cota Hilton de 20.000 toneladas, a carne uruguaia paga 12,6% ad valorem, mais 3.041 euros (US$ 4,16) por tonelada de resfriado ou 3.026 euros (US$ 4,14) por tonelada de congelado (são cerca de US$ 4.257 por tonelada exportada).

De acordo com Piacenza, nos próximos dias se fará uma teleconferência com as autoridades da UE e logo uma delegação do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC) e da secretaria de Estado viajarão à Europa para seguir negociando. Algumas das condições que a UE fez às autoridades uruguaias para permitir a entrada dessa carne foi que o Uruguai “criasse um registro de veterinários” que se encarreguem de certificar a qualidade do produto antes do embarque. Ele explicou que a UE quer que sejam “técnicos independentes” que não tenham nenhum tipo de vínculo com as indústrias.

Outra diferença que tem esse novo tipo de cota com relação à Hilton é que as cotas serão manejadas por importadores europeus e compradas de acordo com a demanda, não se devendo cumprir os embarques em um ano.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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