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Walmart testa programa de rastreabilidade no RS

Por meio de um código nas embalagens, consumidores gaúchos poderão acompanhar a cadeia produtiva de corte bovinos e hortifrutigranjeiros, desde a produção no campo até a chegada nas prateleiras. O Rio Grande do Sul foi escolhido para testar um sistema de rastreabilidade online, desenvolvido pelo Walmart Brasil.

Por meio de um código nas embalagens, consumidores gaúchos poderão acompanhar a cadeia produtiva de corte bovinos e hortifrutigranjeiros, desde a produção no campo até a chegada nas prateleiras. O Rio Grande do Sul foi escolhido para testar um sistema de rastreabilidade online, desenvolvido pelo Walmart Brasil.

Seis cortes nobres das raças Angus e Hereford são os primeiros produtos da marca própria do Walmart Brasil, Novilho Campeiro. A ação integra o programa “Qualidade Selecionada, Origem Garantida”, que está em fase inicial. Inicialmente, as carnes virão de propriedades da região de Bagé/RS e de Dom Pedrito/RS. O programa permite ao cliente acompanhar, no site da empresa, todo o processo da cadeia produtiva. O consumidor pode acessar o site da rede e constatar desde a localização da fazenda e o nome do criador até o frigorífico e a data em que o animal foi abatido.

“Com isso, o consumidor terá garantia da qualidade e procedência do produto, aumentando a confiabilidade” destaca José Noeli, gerente comercial do Walmart Brasil para o Rio Grande do Sul.

Conforme Noeli, o Estado foi escolhido para ser piloto do projeto nacional justamente pela organização do setor pecuário gaúcho. Inicialmente, oito fazendas da região de Bagé e Dom Pedrito foram selecionadas para participar do programa, que envolve também o Grupo Marfrig.

A meta é de levar os produtos rastreados para toda a rede Walmart no Estado até o final do primeiro semestre de 2011.

As informações são do Zero Hora e do Correio do Povo, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

0 Comments

  1. José Ricardo Skowronek Rezende disse:

    Prestar informações sobre última propriedade e produtor, bem como frigorífico e data de abate são utéis e constituem um avanço. Mas seria importante sabermos um pouco mais sobre o animal que originou o corte específico, como sua raça, sexo e idade. E igualmente importante saber se o animal é “crioulo” da fazenda fornecedora do frigorífico ou foi adquirido por este fornecedor de outra propriedade. Só assim garantiremos de fato a ORIGEM da carne.

  2. Luis Felipe de Moura Pinto disse:

    Caros leitores,
    Esta motivação pela origem dos produtos é importante e mostra maior confiabilidade ao consumidor. Isso deve porporcionar uma maior confiança para o consumo, especialmente para uma fatia do mercado interno que paga bem pelo produto.
    O que acaba faltando sempre nestas nossas ações, é a parte de repasses ao longo da cadeia. Os produtores nem sempre acabam recebendo um plus pelo produto ou pela forma diferenciada de venda. Estamos produzindo na mesma região de Bagé e Dom Pedrito, e nem sempre os valores pagos pela carne no estado condizem com o resto do país. Para se ter uma idéia, estamos no meio de uma “entre-safra” e os preços pagos aos produtores conseguem manter uma tendência de baixa ao longo das ultimas semanas; impensável para o resto do país; ou seja quando se espera umapequeno aumento nos preços, conseguem de alguma forma, mecanismos de fazem com que os preços sigam uma tendência contraria do esperado pelo mercado. De qualquer forma a ação é excelente e deve nortear no futuro a venda de carnes no mercado interno.

  3. Ernesto Coser Netto disse:

    A hora em que a dona de casa passar a exigir uma carne de animais jovens, com garantia de maciez e suculencia.
    A hora em que a dona de casa aprender que boi de primeira nao tem carne de segunda.
    A hora em que a rede varejista descobrir que dá pra agregar valor na comodite “carne”.
    A hora em que o frigorifico aprender que pra agregar valor, tem que vender um bom produto e padronizado.
    Depois de tudo isto ai sim os bons animais receberão um preço maior.
    E se tudo isto acontecer ja temos um rebanho com qualidade e volume para oferecer ao mercado.
    Brangus com seus varios graus de sangue é a soluçao, pois é produzido hoje mais de 3 milhoes de animais Brangus por ano no Brasil.
    E se anunciarmos um premio real, este numero pode crescer gigantescamente, pois basta trocar o touro Zebu da Fazenda por um touro Brangus e pronto.
    Esta na hora de garantir um bife macio para a dona de casa.

  4. Evándro d. Sàmtos. disse:

    Esperamos que o seguimento não sucumba nas mãos de apenas dois ou três grupos….

    “De Frigorífico a Indústria de Alimentos.De Commodities a Marca.”

    Saudações,

    EVÁNDRO D. SÀMTOS.

  5. Igor Vaz disse:

    Por questões de manejo, prêmio e padronização, estamos gradativamente alterando nosso rebanho bovino de Shorthon e Devon para Angus, mas ainda acho a carne do Shorthon muito superior ao Angus.
    Minha dúvida é, toda esta rastreabilidade não aumenta muito o custo? O prêmio pago ao produtor é compensatório?