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Balanço da campanha de vacinação contra febre aftosa em Minas Gerais

A falta da vacina contra o vírus da febre aftosa, o atraso na chegada aos pontos de venda, o aumento do valor das doses e a ocorrência de vendas “casadas” causaram problemas na conclusão da segunda etapa de imunização do rebanho bovino mineiro, formado por 20 milhões de cabeça. Em condições normais, a vacinação é concluída em 30 dias, mas na última campanha, iniciada em novembro, os criadores levaram 70 dias para aplicar as vacinas.

Com o atraso, somente agora os órgãos de fiscalização sanitária começam a receber os relatórios que informam quais pecuaristas e em quais regiões o rebanho deixou de ser vacinado. A febre aftosa – cuja última ocorrência foi registrada em 1994 no município de Sacramento, no Triângulo Mineiro – é classificada como barreira sanitária entre países compradores e sua erradicação é condição para a exportação de carne.

Os dados disponíveis levam as autoridades sanitárias do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) a considerar que 97% do rebanho mineiro foi imunizado. Os 3% restantes referem-se a animais de criadores de pequenas propriedades da Zona da Mata e do Sul de Minas. Por causa do atraso na campanha, o instituto não registrou as multas referentes a dezembro, mas a partir de fevereiro elas começam a ser emitidas e custarão R$ 25 por cabeça não vacinada em caso de reincidência por parte do pecuarista e R$ 5 por cabeça nos casos de primeira ocorrência, entre outras particularidades.

Além dos problemas de atraso e preço, o diretor técnico do IMA, Altino Rodrigues Neto, destaca que ainda houve problemas com os frascos. As embalagens eram encontradas com 40 e 50 doses, quantidade em muitos casos superior para ser adquirida em lotes já que a preferência dos criadores é por frascos com dez doses. O preço da dose, por sua vez, chegou a R$ 1, enquanto que em outras campanhas havia sido negociada por R$ 0,80 e R$ 0,70.

A próxima vacinação contra a febre aftosa começa em março e as cartas de aviso serão enviadas a partir de fevereiro. Inicialmente, serão imunizados os rebanhos localizados em regiões situadas à margem direita do rio São Francisco (circuito leste). Dos 20 milhões de cabeça que compõem o rebanho mineiro, 50% estão no circuito leste e a outra metade no circuito oeste. Minas Gerais é o primeiro estado no ranking do rebanho leiteiro e o segundo no ranking do gado de corte, sendo o Mato Grosso do Sul o primeiro.

Fonte: Gazeta Mercantil (por Luciana Otoni), adaptado por Equipe BeefPoint

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