Exportações de carne bovina crescem 23,9% em fevereiro
9 de março de 2026

Índice de preços dos alimentos da FAO registra primeira alta após cinco meses de queda

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO (FAO Food Price Index – FFPI) voltou a subir em fevereiro de 2026, marcando a primeira alta após cinco meses consecutivos de recuo. O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento nas cotações internacionais de cereais, carnes e óleos vegetais, que mais do que compensaram as quedas observadas nos preços de laticínios e açúcar.

O índice atingiu 125,3 pontos em fevereiro, uma elevação de 1,1 ponto (0,9%) em relação ao valor revisado de janeiro. Apesar dessa recuperação mensal, o indicador ainda está 1,0% abaixo do nível registrado no mesmo mês de 2025 e permanece 21,8% abaixo do pico histórico alcançado em março de 2022, durante o período de forte pressão nos preços globais de alimentos.

A alta interrompe a sequência de quedas observada desde o segundo semestre de 2025 e indica uma mudança momentânea na tendência recente do mercado internacional de alimentos.

Carnes

Dentro do índice geral, o Índice de Preços da Carne da FAO também apresentou avanço em fevereiro.

O indicador alcançou 126,2 pontos, registrando aumento de 0,8% em relação a janeiro e ficando 8,0% acima do nível observado no mesmo mês do ano passado.

A valorização foi impulsionada principalmente pela alta nos preços internacionais da carne bovina e da carne ovina, enquanto as cotações de carne suína e de frango apresentaram apenas aumentos marginais.

No caso da carne bovina, os preços foram sustentados por forte demanda global, especialmente de China e Estados Unidos, que ampliaram as compras no mercado internacional. Esse movimento ajudou a manter firmes as cotações de exportação em importantes países fornecedores.

Entre os principais exportadores beneficiados por esse cenário estão Austrália e Brasil, dois dos maiores players no comércio global de carne bovina.

O relatório também destaca a valorização da carne ovina, cujos preços atingiram novo recorde histórico no mercado internacional.

Esse movimento foi impulsionado principalmente pela oferta limitada de carne exportável da Oceania, região que concentra grande parte das exportações globais desse produto. Com menor disponibilidade e demanda internacional consistente, os preços registraram forte valorização.

As outras proteínas também registraram variações positivas, mas de forma mais moderada.

No caso da carne suína, os preços internacionais tiveram leve alta. Nos Estados Unidos, as cotações foram sustentadas por forte demanda externa, enquanto no Brasil os preços de exportação recuaram ligeiramente devido à oferta abundante de produto no mercado internacional.

Na União Europeia, os preços se estabilizaram após a normalização do mercado, que no mês anterior havia sido pressionado por um acúmulo temporário de abates relacionado ao período de festas.

Já a carne de frango apresentou apenas uma leve alta nas cotações. A demanda de importação permaneceu firme em diversos mercados, mas a oferta elevada nos principais países produtores limitou pressões mais fortes de alta.

Demanda global segue sustentando o mercado da carne bovina

O relatório da FAO reforça que a carne bovina segue com demanda internacional sólida, especialmente em grandes mercados consumidores.

Esse cenário tem contribuído para manter as cotações firmes no comércio global, beneficiando países exportadores relevantes como Brasil e Austrália.

Mesmo com o índice geral de alimentos ainda distante dos níveis recordes observados em 2022, a evolução recente indica que alguns mercados específicos, como o da carne bovina, continuam sustentados por fundamentos positivos de oferta e demanda no comércio internacional.

Fonte: FAO, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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