Indicador do Boi DATAGRO – Boletim de 21-maio-2026
22 de maio de 2026
CEPEA: Ritmo de negócios envolvendo a arroba está lento
22 de maio de 2026

China suspende compras de carne bovina de três frigoríficos do Brasil por uso de hormônios sintéticos

Dois dias depois de reabilitar três frigoríficos brasileiros que estavam com vendas embargadas desde março de 2025, a China suspendeu licenças de outras três unidades que exportavam para o país. As plantas pertencem à JBS, Prima Foods e Frialto.

A medida já era esperada por exportadores brasileiros, como adiantou a reportagem. A comitiva do ministro da Agricultura, André de Paula, havia sido comunicada pelas autoridades chinesas na terça-feira (19/5) sobre a aplicação da medida a partir de quarta-feira (20/05).

A Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) informou a suspensão das licenças de exportação das unidades da Prima Foods (SIF 157, em Araguari-MG), da Frialto (SIF 4490, em Matupá-MT) e da JBS (SIF 51, em Pontes e Lacerda-MT).

As plantas foram suspensas por conta da identificação de hormônios sintéticos usados como medicamento veterinário no gado, o que é proibido pela China em testes realizados nas carnes enviadas ao país.

O Ministério da Agricultura não respondeu ao pedido de comentário.

Reação do setor

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) afirmou, em nota, que acompanha a o caso em conjunto com o Ministério e confia na normalização dos embarques dos frigoríficos em breve.

“O Brasil possui um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente, com monitoramento contínuo ao longo de toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cargas apontadas pelas autoridades chinesas já estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países”, disse a Abiec.

A entidade acrescentou que a medida tem caráter temporário e preventivo, com o objetivo de permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas envolvidas e pelas autoridades competentes.

“O tema segue sendo tratado no âmbito técnico entre Brasil e China, com vistas à rápida normalização da situação”, concluiu.

Fonte: Globo Rural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *