
O mercado pecuário começou a semana e o mês de junho com poucos negócios. Os frigoríficos aguardavam o resultado das vendas da semana passada para a realização de compras, informa a Scot Consultoria.
Nesta segunda-feira (1/6), todas as 33 regiões monitoradas pela Scot tiveram estabilidade nos preços do boi gordo, sem alterações em relação à sexta-feira (29/5). Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), praças de referência do mercado, o boi gordo seguiu cotado a R$ 347 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não tiveram mudanças no Estado de São Paulo.
O Cepea informa que, ao longo de maio, houve uma “intensa queda de braço” entre pecuaristas e frigoríficos em razão dos valores ofertados. Após apresentar recuo na primeira quinzena, as cotações tiveram pequenas altas no fim do mês, impulsionadas pelo bom desempenho das exportações de carne bovina e pela oferta restrita de animais, reflexo dos preços mais elevados dos bezerros de reposição.
Na média mensal, o indicador Cepea/Esalq para o boi gordo (baseado nos negócios realizados à vista no Estado de São Paulo) ficou em R$ 348,47, uma queda de 4% em relação ao preço médio registrado em abril.
A consultoria Agrifatto destaca que as escalas de abate seguiram confortáveis no fechamento da semana passada, com média nacional em sete dias úteis, mesmo após recuos em parte das praças monitoradas. Mato Grosso do Sul, Paraná, Pará e Goiás registraram encurtamento nas programações, enquanto Mato Grosso, Rondônia, São Paulo e Tocantins mantiveram estabilidade. Minas Gerais segue com o cenário mais alongado, encerrando a semana com 11 dias úteis de escala.
Apesar da leve redução em algumas regiões, a Agrifatto aponta que a oferta ainda atende com tranquilidade a demanda das indústrias, limitando movimentos mais firmes no mercado físico do boi gordo.
No mercado atacadista, segundo a Scot, o escoamento da carne está devagar, porém, o volume disponível tem sido suficiente para atender à demanda e evitar acúmulo do produto nas câmaras frigoríficas. Mesmo diante desse cenário, seis semanas após a última alta, a cotação de todas as carcaças casadas subiu. A expectativa é de que o mercado melhore e os preços ganhem sustentação.
Fonte: Globo Rural.