

Foto: Divulgação Minerva
A Minerva foi questionada nesta segunda-feira (1/6) pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre supostas avaliações internas a respeito do fechamento de capital, como informou na semana passada o “Globo”. Em resposta ao xerife do mercado, a companhia de carne não negou, mas disse que “não houve e não há, neste momento”, definição sobre seu fechamento de capital.
Em comunicado assinado pelo diretor financeiro, Edson Ticle, a Minerva afirmou que “no curso normal de seu planejamento e gestão de capital, avalia continuamente alternativas estratégicas voltadas à otimização de sua estrutura societária e de capital, à geração de valor para seus acionistas e ao melhor posicionamento da Minerva nos mercados em que atua”.
Mas acrescentou que “não houve e não há, neste momento, qualquer definição ou deliberação societária, seja pela companhia, seja pelos seus acionistas controladores, acerca de possível operação que poderia contemplar o fechamento de capital da companhia, e, por conseguinte, sobre sua estrutura, prazos ou quaisquer termos e condições relacionados à sua eventual realização”.
O comunicado afirmou que “o assunto não tramita atualmente nos órgãos de governança da “companhia”, e que “qualquer eventual operação desta natureza, caso venha a ser definida e aprovada, será oportunamente divulgada ao mercado, na forma da legislação e da regulamentação aplicáveis”.
De acordo com informações divulgadas pelo Globo, os acionistas controladores, a família Vilela de Queiroz e o fundo saudita Salic, querem fechar o capital da Minerva porque avaliam que ela está muito descontada na bolsa. Além disso, a saída da companhia da bolsa brasileira poderia ser uma oportunidade para a abertura de seu capital na bolsa da Arábia Saudita, onde poderia acessar mais investidores internacionais.
Ainda segundo o Globo, os acionistas controladores teriam que gastar ao menos R$ 1,5 bilhão para comprar a parcela que está na mão dos minoritários (45%), mas o valor poderia chegar a R$ 2,3 bilhões. A transação seria financiada por emissão de dívida.
Fonte: Globo Rural.