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A consciência administrativa

A consciência administrativa é determinante para o sucesso de um empreendimento. Através dela pode-se saber qual o estágio em que se encontra o administrador rural.

Observam-se quatro níveis de consciência administrativa:

O primeiro nível é o desconhecimento inconsciente. Neste nível o produtor não tem nenhum controle sobre sua produção. Gerencia sua fazenda de forma amadora sem preocupação com índices zootécnicos e econômicos. Não sabe, por exemplo, qual o índice de prenhez ou desmame de seu rebanho, não se preocupa com previsão de fluxo de caixa, muitas vezes pagando juros extorsivos de cheque especial, com animais prontos para abate no pasto. Não sabe como administrar seu negócio, porém não tem consciência que não sabe. Vai “tocando”. Infelizmente, no Brasil, ainda existe um grande número de fazendeiros neste estágio.

O segundo nível é o desconhecimento consciente. Acontece normalmente quando a propriedade começa a descapitalizar. Um exemplo é quando nas gestões anteriores tiveram mais abates que reposições. Outro, quando venderam muitas vacas vazias caindo, no ano seguinte, a produção de bezerros, ou por algum problema sanitário aumentaram o número de mortes. É muito comum acontecer também quando vencem as prestações de financiamentos. Nesta hora o produtor começa a se preocupar com a situação. Ele identifica que existe um problema, mas não sabe como resolver.

O terceiro nível é o conhecimento consciente. Neste momento inicia a administração gerencial. Identificados os problemas, estuda-se meios de solucioná-los. É comum neste nível a introdução de consultorias. As primeiras consultorias procuradas são normalmente do setor produtivo: Tenta-se aumentar a produtividade através da adoção de tecnologias inovadoras. Pastejo rotacionado, melhoramento genético, correção e fertilização do solo para suportar lotações mais altas, semi-confinamento, confinamento etc. Em seguida as administrativas, onde se verifica a raiz do problema. São as consultorias econômicas. Procura-se monitorar economicamente a propriedade estruturando o plano de contas, analisando balanços e tendo uma visão global do empreendimento. Neste momento, o produtor começa a ter conhecimento do seu negócio. Quando não identifica as soluções para melhor desenvolver os planos de ação, sabe quem procurar para auxiliá-lo.

O quarto nível é o conhecimento inconsciente. Este é o ponto onde todos os empresários devem chegar. Conhece tão bem e profundamente o problema que as mudanças ocorrem instantaneamente. O planejamento interage com o meio de forma que qualquer mudança no ambiente operacional gera imediatamente uma mudança no planejamento interno. Um exemplo foi a mudança que as empresas rurais tiveram que implementar rapidamente com a estabilização da moeda no plano real e a globalização. Houve uma busca na redução dos custos de produção, ganhos de escala, controle rígidos de processos, implementação de qualidade no produto produzido e o desenvolvimento da competência pessoal como forma de adaptação em uma nova realidade.

Estima-se que hoje a velocidade da renovação da informação se dê a cada três meses, saber analisar e interpretar as informações geradas para a correta tomada de decisões sobre o futuro do seu agronegócio é o marco divisório entre o produtor rural e o empresário rural.

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