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Após tarifaço dos EUA, setor de sebo bovino buscará isenção

A Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra), entidade que representa empresas produtoras de sebo bovino, farinhas de origem animal e outros ingredientes para alimentos de animais e biocombustíveis, afirmou em nota que continuará empregando “todos os esforços institucionais e técnicos” para que os produtos sejam retirados da lista de itens sujeitos à tarifa de 25% dos Estados Unidos.

Na semana passada, o Escritório do Representante Comercial do país (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação da tarifa sobre a importação de uma série de produtos brasileiros, a partir desta quarta-feira (22/07).

Segundo a Abra, em 2025 o Brasil exportou 424 mil toneladas de produtos da reciclagem animal para os Estados Unidos, das quais 389 mil toneladas de sebo bovino, ou 91,8% de tudo o que o setor embarcou ao mercado americano. Do total de itens da categoria exportados pelo Brasil a vários países, 42% foram de sebo bovino destinado aos Estados Unidos.

Os americanos também dependem do produto brasileiro. No ano passado, 36,4% do volume total de 1,07 milhão de toneladas de sebo bovino importado pelos Estados Unidos foi oriundo do Brasil. Empresas americanas vinham buscando no mercado internacional matérias-primas para a produção de diesel renovável, que possui a mesma molécula do diesel fóssil, porém é feito de fonte renovável. Entre elas estavam o sebo bovino e o óleo de cozinha usado.

Segundo a Abra, no primeiro trimestre de 2026, 88% das importações americanas de gorduras animais foram de sebo bovino, percentual superior aos 83% de todo o ano de 2025.

“Estamos falando de um mercado que absorve 42% de toda a exportação brasileira da reciclagem animal para o mundo na forma de sebo bovino e que também depende desse insumo para abastecer sua própria indústria. Penalizar esse fluxo comercial significa criar barreiras para uma cadeia estratégica dos dois países”, afirmou, em nota, o presidente do conselho diretivo da Abra,Pedro Bittar.

“A Abra continuará empregando todos os esforços institucionais e técnicos para que a reciclagem animal seja retirada do escopo dessas tarifas e possa competir em igualdade de condições no mercado internacional”, continuou o executivo.

A entidade afirmou ainda que mantém uma “intensa” agenda de articulação institucional junto ao governo federal, acompanhando as negociações entre os dois países, defendendo a retirada da sobretaxa sobre os produtos da reciclagem animal e fornecendo subsídios técnicos para a busca de soluções para o problema.

A Abra representa as indústrias produtoras de farinhas, gorduras, hemoderivados, proteínas hidrolisadas e palatabilizantes utilizados como ingredientes em alimentos para animais e as gorduras para fabricação de biocombustíveis.

Fonte: Globo Rural.

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