Cotril começa a exportar carne para o Egito
25 de novembro de 2008
TO: convênio irá reforçar ações da Adapec
25 de novembro de 2008

BB pede mudança para financiamentos do setor rural

As mudanças na forma de financiamento do setor rural em discussão no governo poderão reduzir praticamente à metade os gastos do Tesouro Nacional com subsídio de taxa de juros aos agricultores e políticas de proteção de preço, na avaliação do vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes Pinto.

As mudanças na forma de financiamento do setor rural em discussão no governo poderão reduzir praticamente à metade os gastos do Tesouro Nacional com subsídio de taxa de juros aos agricultores e políticas de proteção de preço, na avaliação do vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes Pinto.

Atualmente, a despesa anual do governo com equalização de juros e compras de produtos para garantir preços mínimos, evitando queda na renda dos produtores, é de cerca de R$ 4 bilhões. Segundo o vice-presidente do BB, o valor pode cair para R$ 2 bilhões, chegando, no máximo, a R$ 2,5 bilhões com a introdução de novos instrumentos de mercado na estrutura de financiamento agrícola.

Responsável por 63% do crédito agrícola no país, o BB, apesar não ser um órgão formulador de políticas, tem uma participação importante no debate da equipe econômica sobre alterações nas regras de financiamento para o setor rural.

A crise financeira mundial, que retraiu o mercado de crédito, na avaliação de Guedes Pinto, mostrou que o modelo atual está ultrapassado e requer mudanças. Um ponto central, para ele, é justamente reduzir a volatilidade da atividade agrícola, o que, acredita, atrairá o interesse de instituições privadas para o financiamento da safra.

Para isso, o vice-presidente do BB destaca como essencial criar mecanismos de garantia de renda para os produtores, com a utilização de instrumentos financeiros modernos, como o mercado de derivativos.

Essa questão, diz, aborda duas pontas. Uma delas é o seguro rural que prevê indenizações contra problemas climáticos e outras catástrofes. Esse instrumento já existe, conta com subsídio do governo, permite cobrir até 70% da expectativa de produção, mas precisa ser atualizado.

“É preciso modernizar e ampliar esse seguro”, diz, explicando que o modelo atual não reflete adequadamente o aumento da produtividade no campo, reduzindo o valor da cobertura final. “Será preciso usar medidas de produtividade para cada município em vez da região. No futuro, caminharemos para avaliar a produtividade de cada propriedade.”

Mais importante ainda para ele, é ter um seguro de proteção da renda. Em vez de o governo desembolsar recursos para a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) comprar produtos e garantir determinado preço, ele passaria a cobrir parte do custo do produtor com contratos de derivativos, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros. Esses contratos servem justamente para assegurar um preço mínimo no momento da venda da produção.

A matéria é de Sheila D´Amorim, publicada na Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Comments are closed.