

O Brasil tem capacidade de atender as exigências sanitárias da União Europeia. Precisa assumir sua responsabilidade e mostrar. Foi o que disse o porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio, Olof Gill, nesta terça-feira (9/6), informa reportagem do jornal O Globo.
“O país tem capacidade industrial, conhecimento e poder econômico para atender nossos padrões. É uma questão simples de o Brasil assumir suas responsabilidades e mostrar isso à UE. Então teremos um lindo acordo comercial com uma grande cota para a carne brasileira”, disse ao jornal.
Na semana passada, a União Europeia atualizou seu regulamento sobre o uso de antimicrobianos na produção animal e manteve o Brasil de fora da lista de países exportadores de produtos de origem animal. A medida começa a valer em 3 de setembro.
A alegação dos europeus foi a de que o Brasil não concedeu as informações necessárias sobre como monitora o uso desse tipo de medicamento nos planteis de criação. A decisão vale para carnes, pescado e mel.
A O Globo, Olof Gill disse que a exigência ao governo brasileiro, para apresentar as garantias, está em discussão há pelo menos três ou quatro anos. Os demais integrantes do Mercosul permaneceram na lista de exportadores para o bloco.
O porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio disse que a situação não deve atrapalhar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O tratado recebeu aprovação da maioria dos países do bloco, mas tem que passar pelo Parlamento.
Antes de darem o voto final, os deputados pediram uma avaliação dos termos do acordo pelo Tribunal de Justiça da União Europeia.
“Estou 100% confiante de que o acordo tem base legal para ser endossado pela Corte”, afirmou Gill, a O Globo, em Bruxelas, Bélgica, onde fica a sede da União Europeia.
Ele não estimou quanto tempo o tribunal deve levar para avaliar o acordo regional. E avaliou que a campanha contrária à assinatura foi política e partiu de “alguns setores da sociedade”.
“Na nossa avaliação, (a objeção ao acordo) não foi baseada em fatos. Os membros do Parlamento verão que o acordo traz benefícios e que seus temores não têm fundamento”, pontuou.
Fonte: Globo Rural.