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Chuva forte persiste no Rio Grande do Sul e pode chegar a Santa Catarina

As fortes chuvas que atingem mais de 100 cidades no Rio Grande do Sul devem persistir até o fim da semana, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura. Até lá, a previsão é de acumulados de 60 a 100 milímetros em algumas regiões, com a manutenção de “alerta laranja”. E a situação pode chegar a Santa Catarina.

Chuva forte causa enchentes, transtornos e prejuízos no Rio Grande do Sul — Foto: Giovane Souza / Prefeitura de Estrela

De acordo com a Climatempo, a quinta-feira (2/5) deve começar com nuvens e possibilidade de pancadas a qualquer momento do dia em áreas do centro-sul e oeste catarinense. O alerta é de perigo para municípios como Chapecó e São Miguel do Oeste, onde há risco de transtornos.

Até a sexta-feira (3/5), algumas regiões de Santa Catarina devem ter acumulados de 150 a 200 milímetros, informa a Climatempo, citando dados da Defesa Civil catarinense. “Além da condição de chuva intensa e volumosa, em todo o período também são esperados temporais com descargas elétricas, fortes rajadas de vento e eventual queda de granizo. O litoral também deve ter fortes pancadas”, diz.

Para o Rio Grande do Sul, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê redução das chuvas apenas no fim de semana. Até esta quarta-feira (1/5), a Defesa Civil confirmou 10 mortos e 21 desaparecidos devido às ocorrências de tempestade que atingem o Estado desde segunda-feira (29), com 19.110 pessoas afetas, sendo 1.145 pessoas em abrigos, 1.431 desalojados e 11 feridos.

Em áreas rurais, os temporais provocaram danos e prejuízos a lavouras, principalmente de soja e arroz. O trabalho de colheita tem sido interrompido por causa do excesso de umidade, que pode prejudicar também a qualidade dos grãos Ainda não há uma dimensão das perdas.

Segundo Andrea Mendes, meteorologista do Inmet, a previsão é que as chuvas persistam com maior intensidade até sexta-feira (3/5). “Amanhã será um dia com muita chuva e intensa, devido à aproximação de uma frente fria associada a cavados, que são áreas alongadas de baixa pressão, ou mesmo linhas de instabilidade, que favorecerão a manutenção desse padrão de chuva forte.”

Mendes explica haver uma tendência de frentes atuando no Oceano Atlântico, transportando umidade e formando zonas estacionárias.

“Essas frentes se formam na Argentina e têm deslocamento mais para o Atlântico Sul. O que acontece é que atualmente, no Rio Grande do Sul, os sistemas meteorológicos estão ficando estacionários. Temos áreas de estabilidade que potencializam o rápido desenvolvimento de nuvens, conhecidas como baixos de chão, e essas áreas podem gerar chuvas com volumes significativos”, diz.

De acordo com a MetSul Meteorologia, um fenômeno conhecido como “Rio Atmosférico” ajuda a agravar a situação. Os “Rios” são regiões longas e concentradas que transportam o ar úmido dos trópicos para as áreas de latitudes mais elevadas. E, combinado com ventos de alta velocidade, por produzir chuvas fortes ou até neve a depender da região.

No caso do Sul do Brasil, um corredor de umidade que se forma no interior da América do Sul está levando o ar mais úmido da Amazônia para o Estado do Rio Grande do Sul, chegando até o Uruguai. A MetSul alerta para a ocorrência de mais enchentes.

Andrea Mendes, do Instituto Nacional de Meteorologia, avalia que a chuvas no Estado tendem a diminuir apenas no sábado. Mas alerta que alguns pontos devem ser afetados. “Isso está relacionado à questão de saturação do solo e riscos de transbordamento, como estamos observando”, afirma.

No ano passado, a região Sul do país também sofreu com eventos meteorológicos. Segundo Mendes, esses fenômenos continuam atuando na região e devem durar até o final de maio, quando o país entra numa fase “neutra”, sem influência de fenômenos como o “La Niña” ou “El Ninõ”.

“Isso é similar ao que aconteceu no ano passado, e agora, pelas condições meteorológicas atuantes, estamos com um bloqueio atmosférico na parte central do país, que envolve o Centro-Oeste e a região Sudeste. Por conta disso, estamos emitindo ondas de calor em praticamente toda essa área, inibindo a ocorrência de situações de instabilidade”, diz.

Fonte: Globo Rural.

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