

Cerca de 13,6 toneladas de carne bovina argentina que não foram completamente inspecionadas antes de serem distribuídas no Texas e na Flórida estão sendo recolhidas, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
O Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do USDA anunciou que a Corte Argentino LLC, com sede na Flórida, está recolhendo vários cortes de carne que não passaram por uma etapa de “reinspeção” quando entraram nos Estados Unidos.
Nenhum caso de doença ou outro dano foi associado às importações, mas o USDA está preocupado com a possibilidade de alguns dos cortes já estarem em geladeiras ou freezers e recomendou que os consumidores os descartem.
A carne foi produzida em maio e tem datas de validade para congelamento em setembro. O USDA não informou como o lote conseguiu passar pelo processo de reinspeção das importações.
Os cortes de carne recolhidos estavam em caixas identificadas como Frigorífico Gorina SAIC, um dos principais frigoríficos da Argentina. A Gorina não respondeu a um pedido de comentário até a publicação da reportagem.
O recall ocorre pouco depois de o governo Donald Trump ampliar de 20 mil para 100 mil toneladas a cota anual de importação de carne bovina argentina com isenção tarifária, em uma tentativa de ajudar a conter a inflação — parte de um acordo comercial mais amplo que ainda não foi totalmente ratificado.
O recolhimento representa uma parcela mínima das exportações argentinas de carne para os EUA, que vêm crescendo desde que a política foi implementada no início deste ano, reduzindo o volume de embarques para a China, maior cliente da Argentina.
Por sua vez, a China já suspendeu em algumas ocasiões as importações de frigoríficos argentinos específicos, alegando diferentes tipos de problemas.
Fonte: O Globo.