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Exportação de gado vivo: empresa transportadora é responsável por acidente, dizem ABEG e Minerva

Segundo a ABEG, antes da viagem para o Egito, o gado passou, como sempre ocorre, por “rigorosa inspeção sanitária” do Ministério da Agricultura e de outros órgãos fiscalizadores. “O gado ficou de quarentena antes da viagem, para passar por vários exames dos veterinários. Saiu daqui sadio e sem nenhum problema de saúde”, acrescentou.

O navio de bandeira panamenha MV Gracia Del Mar, que no começo de fevereiro passado zarpou do porto de Vila do Conde, em Barcarena, no Pará, levando 5.200 bois vivos com destino ao Egito, teria sofrido uma pane em seu sistema de ventilação que provocou a morte de 2.750 animais. O problema fez com que o navio não pudesse desembarcar o gado sobrevivente. O Egito e outros países do norte da África não permitiram o desembarque, temendo problemas sanitários. A empresa Minerva S/A, que exportou o gado para o Egito, diz não ser responsável pelo transporte.

O presidente da Minerva, Fernando de Queiroz, foi taxativo: “vendemos gado colocado em um navio aqui no Brasil. A partir da hora em que os bois passam para o navio, não é responsabilidade nossa”. Em Belém, o diretor da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (ABEG), Gastão Carvalho Filho, chamou de “tragédia” o episódio, afirmando ter certeza de que a morte de tantos animais “foi um problema do navio, e não da qualidade do gado”.

Segundo a ABEG, antes da viagem para o Egito, o gado passou, como sempre ocorre, por “rigorosa inspeção sanitária” do Ministério da Agricultura e de outros órgãos fiscalizadores. “O gado ficou de quarentena antes da viagem, para passar por vários exames dos veterinários. Saiu daqui sadio e sem nenhum problema de saúde”, acrescentou. Ele informou que um outro navio, o Abucarim 3, deixou o Pará com 5,3 mil cabeças de gado, também para o Egito, negociado por sua empresa, a Boi Branco. A viagem ocorreu no mesmo dia da partida do MV Gracia Del Mar, mas o Abucarim 3 já chegou ao destino sem qualquer anormalidade. O gado foi entregue aos compradores egípcios.

Carvalho recebeu a informação de que a causa da morte dos animais teria sido uma violenta tempestade que atingiu o navio no canal de Gibraltar. Em decorrência das fortes ondas, as máquinas da embarcação teriam sofrido uma pane, provocando a morte dos bois. Outra informação repassada ao empresário foi de que o navio MV Gracia Del Mar não descarregou no porto do Cairo, no Egito, devido a uma greve de portuários, que se recusaram a fazer o desembarque do gado sobrevivente. Os bois teriam sido desembarcados em outro porto da região que Carvalho não soube dizer.

De 2006 a 2011, o Pará exportou mais de 2,4 milhões de cabeças de gado vivo, a maioria bovinos e bubalinos para abate. Isso proporcionou a geração de novos empregos, pois a exportação de animais vivos requer uma série de medidas. São exigências quanto à saúde e bem-estar dos animais, que vêm desde a propriedade onde são criados até o navio onde serão transportados. Esse trabalho é executado sob a supervisão da Superintendência Federal de Agricultura no Pará, pois é o Ministério da Agricultura quem certifica oficialmente os animais para exportação. A Venezuela e o Líbano são os principais compradores e o Egito é um novo cliente.

Fonte: Diário do Pará, adaptada pela Equipe BeefPoint.

Leia notícia relacionada: Exportação de gado vivo: 2,7 mil bois morrem em navio no Mar Vermelho

1 Comment

  1. Stephanie Hajaj disse:

    Boa noite !
    Alguém saberia dizer, quem paga o prejuízo num caso como esse, já que foi um desastre natural !? A seguradora paga por causas naturais ?
    Att,
    Stephanie H. Hajaj

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