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8 de maio de 2026

Exportações de carne bovina dos EUA enfrentam impacto da China, mas mantêm valorização em outros mercados

Dados divulgados pelo USDA e compilados pela USMEF (U.S. Meat Export Federation) mostram que as exportações de carne bovina dos Estados Unidos em março ficaram abaixo do registrado no ano passado, principalmente devido ao bloqueio contínuo da China. Mesmo assim, o valor exportado de miúdos bovinos atingiu um novo recorde mensal, superando a marca anterior registrada em janeiro.

As exportações de carne bovina totalizaram 97.731 toneladas em março, queda de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o valor caiu 8%, para US$ 844,7 milhões.

Os embarques aumentaram para mercados como México, América Central, América do Sul, Caribe e Indonésia, além de terem se mantido estáveis para Coreia do Sul e Taiwan. Porém, esses resultados foram compensados pelas exportações mínimas para a China, além de volumes menores enviados ao Japão e ao Oriente Médio.

Sem considerar a China, as exportações de março ficaram 4% acima do volume do ano passado e cresceram 8% em valor.

Os resultados de março incluíram 29.062 toneladas de miúdos bovinos, alta de 24% em relação ao ano anterior e o maior volume desde 2017. O valor exportado dos miúdos aumentou 50%, alcançando US$ 135,6 milhões — o maior já registrado.

Março também foi um mês muito forte em valor exportado por cabeça abatida, equivalente a US$ 456,56 por animal terminado.

No acumulado do primeiro trimestre, as exportações de carne bovina e miúdos bovinos somaram 275.355 toneladas, queda de 11% em relação ao ano passado, enquanto o valor caiu 7%, para US$ 2,35 bilhões.

Excluindo a China dos resultados, as exportações cresceram 3% em volume e 9% em valor na comparação anual.

“O lado da carne bovina segue desafiador, já que a China está praticamente ausente há mais de um ano, mas a indústria americana vem avançando em outros mercados”, afirmou Dan Halstrom. “A situação da oferta dificulta o crescimento dos volumes exportados, mas as exportações estão alcançando preços fortes. A expansão da demanda por miúdos bovinos é especialmente importante, pois agrega valor significativo a cada animal.”

Clientes globais estão buscando cada vez mais produtos que ofereçam excelente custo-benefício, e os miúdos bovinos dos Estados Unidos estão ajudando a atender essa demanda. Após estabelecer um recorde mensal de valor em dezembro de 2025 (US$ 122,1 milhões), o valor exportado superou esse total em janeiro (US$ 126 milhões) e novamente em março (US$ 135,6 milhões, alta de 50% em relação ao ano anterior). O volume exportado em março foi de 29.062 toneladas, o maior em nove anos. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações de miúdos bovinos aumentaram 14% em relação ao ano passado, alcançando 80.654 toneladas, enquanto o valor disparou 45%, chegando a US$ 367,6 milhões. O crescimento foi impulsionado por maiores embarques para México, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, África do Sul, Peru, Colômbia e Filipinas.

Considerando carne bovina e miúdos bovinos juntos, as exportações de março para a Coreia do Sul — principal mercado em valor — ficaram estáveis em relação ao ano passado, em 20.729 toneladas, enquanto o valor aumentou 3%, para US$ 209,9 milhões. De janeiro a março, os embarques caíram 3% tanto em volume (56.242 toneladas) quanto em valor (US$ 553,6 milhões). Embora as mudanças não tenham impactado as exportações do primeiro trimestre, a Coreia do Sul começou recentemente a aceitar produtos processados feitos com carne bovina de animais com menos de 30 meses de idade. Um programa de verificação de exportação também foi removido após o país eliminar exigências de residência para bovinos de origem canadense.

As exportações de carne bovina para Taiwan permaneceram fortes em março, igualando o volume do ano passado em 5.078 toneladas e registrando leve aumento em valor, para US$ 61 milhões. Isso coroou um excelente primeiro trimestre — o mais forte desde 2022 — no qual Taiwan registrou aumento de 22% no volume (14.909 toneladas), enquanto o valor cresceu 14%, para US$ 168,4 milhões.

Outros resultados das exportações de carne bovina dos EUA no primeiro trimestre incluem:

Os Estados Unidos exportaram maiores volumes de miúdos bovinos para o Japão em 2026, mas menos cortes musculares. O resultado combinado foi uma queda de 4% no volume exportado (57.396 toneladas) no primeiro trimestre, enquanto o valor caiu 3%, para US$ 436,8 milhões. O Japão continua sendo o principal mercado em volume para a carne bovina americana e ocupa o segundo lugar em valor de exportação, atrás apenas da Coreia do Sul.

Embora as exportações de carne bovina para o Caribe em março tenham crescido menos de 1%, para 3.276 toneladas, esse foi o segundo maior volume já registrado. O valor exportado em março subiu 22%, alcançando o recorde de US$ 36,9 milhões. Lideradas pelo crescimento na República Dominicana, Bahamas e Antilhas Holandesas, as exportações do primeiro trimestre para a região aumentaram 5% em volume (8.996 toneladas), enquanto o valor saltou 27%, para US$ 102,7 milhões. As exportações do primeiro trimestre caminharam para níveis recordes na República Dominicana, Bahamas, Antilhas Holandesas e Ilhas Turcas e Caicos.

A América Central seguiu um padrão semelhante ao Caribe, com volumes crescendo modestamente, mas com forte valorização. As exportações do primeiro trimestre para a Guatemala cresceram de forma impressionante tanto em volume (2.944 toneladas, alta de 18%) quanto em valor (US$ 30,6 milhões, alta de 28%), enquanto outros mercados também registraram aumento em valor. Os embarques para a região cresceram apenas 1%, chegando a 6.100 toneladas, mas o valor avançou 19%, para US$ 62,6 milhões.

O crescimento no Peru e na Colômbia elevou as exportações de carne bovina para a América do Sul em março para 30% acima do registrado no ano passado, alcançando 2.070 toneladas, enquanto o valor disparou 77%, para US$ 20 milhões, o maior desde 2021. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações para a América do Sul aumentaram 21% em volume (5.382 toneladas) e 55% em valor (US$ 47,6 milhões).

As exportações de março para o Oriente Médio sentiram claramente o impacto das interrupções logísticas decorrentes do conflito com o Irã. As exportações para o Egito caíram 9% em relação ao ano anterior, mas aumentaram em valor, já que esses embarques evitam as rotas mais problemáticas. Porém, as exportações para os Emirados Árabes Unidos foram de apenas 127 toneladas, o menor volume em oito meses. As exportações de março também caíram para Catar, Bahrein, Jordânia e Líbano. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações de carne bovina para o Oriente Médio ficaram 14% abaixo do ano passado, em 12.027 toneladas, enquanto o valor caiu 12%, para US$ 57,1 milhões.

O valor exportado por cabeça de animal terminado abatido equivaleu a US$ 456,56 em março, ligeiramente abaixo do ano passado, mas o maior dos últimos 12 meses. A média de janeiro a março foi de US$ 431,66, alta de 2% em relação ao primeiro trimestre de 2025. As exportações representaram 13,6% da produção total de carne bovina em março e 10,2% no caso dos cortes musculares, abaixo dos 14,8% e 12,5%, respectivamente, registrados em março de 2025. No primeiro trimestre, as proporções foram de 13,1% da produção total e 9,9% para cortes musculares, abaixo dos 13,8% e 11,5%, respectivamente, observados um ano antes.

Fonte: USMEF, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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